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O candidato a deputado federal Rodrigo Coelho manifestou preocupação com os possíveis impactos das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e afirmou que uma guerra comercial pode trazer consequências diretas para a economia de Santa Catarina, especialmente para o setor industrial.
Ao comentar declarações de que determinadas dificuldades poderiam trazer efeitos positivos, Rodrigo afirmou que o momento exige responsabilidade e não frases de efeito.
“Quando uma guerra comercial ameaça milhares de empregos em Santa Catarina e no Brasil, não existe mal que vem para o bem”, declarou.
Segundo Rodrigo Coelho, sua posição não representa uma defesa do presidente norte-americano Donald Trump, mas uma preocupação com os trabalhadores, empresários e setores produtivos que podem ser afetados pelas medidas comerciais.
“Eu não estou aqui defendendo o Trump, estou aqui defendendo as pessoas. E espero que o governo federal pare com esse ‘nós contra eles’ e sente à mesa para dialogar. Porque quem produz e quem trabalha não pode pagar essa conta”, afirmou.
O candidato também citou estimativas segundo as quais Santa Catarina poderia perder aproximadamente R$ 1,7 bilhão em decorrência do chamado tarifaço. Ele destacou ainda a forte participação da indústria nas exportações catarinenses destinadas ao mercado norte-americano.
De acordo com Rodrigo, cerca de 99% dos produtos exportados por Santa Catarina para os Estados Unidos são industriais, o que, em sua avaliação, amplia os riscos para a produção, os investimentos e a manutenção dos empregos.
“Isso significa menos produção, menos investimentos e menos empregos. E é isso que o governo federal precisa entender”, pontuou.
Para Rodrigo Coelho, o caminho para enfrentar o cenário passa pela negociação diplomática e comercial.
“O Brasil precisa fazer o que um país sério faz: negociar, dialogar e defender quem produz”, disse.
Ao finalizar, o candidato ressaltou que os maiores impactos de uma eventual disputa comercial não recaem diretamente sobre os governantes, mas sobre quem está na ponta da economia.
“Quem sofre nisso tudo não é o Lula nem o Trump. A corda sempre arrebenta para o lado mais fraco: o trabalhador e o empreendedor catarinense”, concluiu.