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O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, se manifestou sobre a greve dos servidores municipais e afirmou que a administração decidiu demitir trabalhadores temporários da educação que aderiram à paralisação.
Segundo o prefeito, cerca de 200 profissionais contratados temporariamente participaram da greve organizada pelo sindicato da categoria. Topázio argumentou que os salários estão em dia e que os reajustes salariais já haviam sido acordados anteriormente.
“Você contrata um trabalhador em fevereiro, em abril ele começa a fazer greve, o salário está em dia, o reajuste já está acordado. O que você faz? Nós demitimos”, declarou.
O prefeito também criticou a atuação do sindicato, afirmando que as paralisações têm causado prejuízos recorrentes à cidade há mais de uma década. De acordo com ele, os movimentos grevistas têm se tornado mais tensos e violentos.
Topázio Neto afirmou ainda que teme pela segurança dos envolvidos e declarou que a prefeitura precisou conter situações de conflito durante as manifestações. O chefe do Executivo também associou a mobilização ao cenário político e eleitoral.
Ainda conforme o prefeito, os servidores municipais receberam, nos últimos quatro anos, reajustes médios superiores a 70%. Mesmo assim, segundo ele, o sindicato continua promovendo paralisações para pressionar a administração municipal.
A prefeitura informou que os servidores efetivos em greve terão descontos salariais referentes aos dias não trabalhados. Apesar das críticas, Topázio afirmou que o município segue aberto ao diálogo, desde que os trabalhadores retornem às atividades.
“Todos nós deveríamos, nesse momento, estar unidos para atender bem a população. Nós não vamos retroceder e estamos sempre abertos a negociar desde que se volte ao trabalho”, concluiu.