Mostrar mais resultados...

A Polícia Federal apreendeu R$ 500 mil em dinheiro vivo que estavam em poder do deputado estadual e candidato à reeleição Marcos Vieira (PSDB) durante uma diligência realizada nesta terça-feira (22), nas proximidades de uma agência bancária em Florianópolis. A informação foi divulgada oficialmente pela PF nesta quarta-feira (23).
Segundo a Polícia Federal, o dinheiro havia sido previamente provisionado para saque. A corporação informou inicialmente que o valor estava com um candidato às Eleições de 2026, sem divulgar o nome. Posteriormente, a assessoria de Marcos Vieira confirmou que o parlamentar era a pessoa abordada.
No comunicado oficial divulgado pela manhã, a PF informou que seriam apuradas as circunstâncias relacionadas à origem e à destinação dos recursos, inclusive para verificar eventual ocorrência de ilícitos eleitorais. O procedimento seria encaminhado à Justiça Eleitoral, com pedido de autorização para instauração de inquérito e adoção de outras medidas de esclarecimento. A própria Polícia Federal ressaltou que, naquele momento, não havia conclusão sobre a prática de crime nem sobre eventual responsabilidade das pessoas envolvidas.
Informações divulgadas ao longo desta quarta-feira apontaram ainda que o dinheiro teria sido destinado a um investimento particular do deputado.
Horas depois, o gabinete de Marcos Vieira divulgou uma nova manifestação afirmando que o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE/SC) teria considerado irregular a abordagem e a apreensão. A mesma manifestação sustenta que os R$ 500 mil foram retirados da conta bancária particular do deputado e que a movimentação seria compatível com seu patrimônio declarado.
Nota Oficial
O gabinete do deputado Marcos Vieira informa que o Tribunal Regional Eleitoral considerou irregular a abordagem e a apreensão realizadas pela Polícia Federal, por terem ocorrido sem investigação prévia instaurada, sem ordem judicial, sem flagrante e sem indícios concretos que justificassem a medida.
O TRE/SC também reconheceu que os recursos foram sacados pelo próprio deputado de sua conta bancária e que a movimentação é compatível com o patrimônio informado em seu Imposto de Renda.
Assessoria deputado Marcos Vieira