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Marcel Van Hattem rejeita “acordão” e promete manter pressão por impeachment de ministros do STF

Eleito senador pelo Rio Grande do Sul, parlamentar critica Alexandre de Moraes e Paulo Gonet e afirma que manterá os compromissos assumidos com os eleitores

Opinião

Brasil

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Foto: Marcel van Hattem afirma que manterá no Senado a cobrança por impeachment e responsabilização de ministros do STF, em manifestação com críticas a Alexandre de Moraes e Paulo Gonet.

O deputado federal Marcel van Hattem (Novo), eleito senador pelo Rio Grande do Sul, afirmou que continuará defendendo a responsabilização de autoridades por condutas que considera abusivas. Em manifestação ao chegar a Brasília, dirigiu críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“É sem anistia, sem acordão”, declarou o parlamentar. Segundo ele, as medidas adotadas pelas duas autoridades estariam abaixo do que considera necessário. Van Hattem defendeu a anulação do processo mencionado em sua fala, sem identificar qual ação judicial ou quais decisões motivaram a manifestação.

Na avaliação do senador eleito, eventuais mudanças de postura não devem encerrar a cobrança por responsabilização. Ele reafirmou que pretende defender o impeachment de ministros a quem atribui abusos e a aplicação das consequências previstas em lei, caso sejam comprovadas irregularidades.

“Não vamos abrir mão de nada do que foi prometido e comprometido com o povo brasileiro”, afirmou.

Van Hattem conquistou 3.449.053 votos, equivalentes a 30,08% dos votos válidos para o Senado no Rio Grande do Sul. Ubiratan Sanderson (PL) também foi eleito pelo estado, com 3.453.316 votos, segundo a Agência Senado.

Ao mencionar a votação recebida, o parlamentar interpretou o resultado como respaldo às pautas que pretende levar ao Senado. Disse ainda que sua mudança de cargo não alterará os princípios que orientam sua atuação política.

Em outro trecho, afirmou que ministros que quisessem evitar uma eventual responsabilização teriam de se aposentar e deixar o país. A declaração integra o tom de confronto adotado pelo parlamentar; as acusações de crimes e abusos expressam sua avaliação política.

Clique aqui e veja o vídeo