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Em novembro de 2008, Blumenau enfrentou uma das maiores tragédias de sua história. Em apenas 48 horas, o município registrou cerca de 494 milímetros de chuva, volume equivalente a quase três meses de precipitação. O desastre provocou aproximadamente 3 mil pontos de deslizamento e deixou cerca de 25 mil pessoas desabrigadas, marcando profundamente a população da cidade.
Prefeito de Blumenau naquele período, João Paulo Kleinübing, hoje candidato a deputado federal, relembra que, diante da dimensão da tragédia, a prioridade da administração municipal passou a ser não apenas reconstruir a cidade, mas também criar mecanismos permanentes de prevenção para reduzir os impactos de novos eventos climáticos extremos.
Entre as principais medidas adotadas, Kleinübing destaca a criação da Secretaria Municipal de Defesa Civil, estruturada com corpo técnico, orçamento próprio e autonomia para atuar na prevenção, preparação e resposta a situações de emergência.
Outra iniciativa foi a implantação de uma estrutura especializada em geologia, responsável por ampliar o conhecimento sobre o território de Blumenau, mapear áreas suscetíveis a deslizamentos e orientar famílias que viviam em regiões consideradas de risco.
Segundo Kleinübing, as medidas adotadas a partir da experiência de 2008 ajudaram Blumenau a desenvolver uma cultura de prevenção e planejamento diante de fenômenos meteorológicos cada vez mais severos.
“O nosso objetivo não era apenas reconstruir a cidade, mas garantir que aquilo nunca mais acontecesse. Transformamos a tragédia em aprendizado, estrutura e prevenção”, destaca.
Para o candidato, o modelo desenvolvido em Blumenau pode contribuir para políticas públicas mais amplas de prevenção de desastres em Santa Catarina e no Brasil, especialmente diante do aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos.
Kleinübing ressalta que Blumenau atualmente possui condições muito diferentes das existentes em 2008 para enfrentar períodos de chuva intensa.
“Quando a chuva chegar, a Blumenau de hoje é muito diferente daquela de 2008. Muito mais preparada, porque tivemos a capacidade de transformar as tragédias do passado em prevenção para o futuro”, afirma.