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O senador Flávio Bolsonaro afirmou, em uma transmissão nas redes sociais, que decidiu deixar o Brasil acompanhado da esposa, Fernanda, e das duas filhas por considerar que teria mais liberdade para se manifestar nos Estados Unidos. Durante a fala, apresentou sua versão sobre a viagem e disse que pretende continuar atuando politicamente junto aos apoiadores.
“Eu não saí do Brasil, eu saí pelo Brasil”, declarou. Segundo o parlamentar, a decisão foi tomada em conjunto com a esposa, sem conhecimento prévio de integrantes de seu grupo político.
Flávio relatou que resolveu sair do país depois de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Conforme seu relato, ao término do encontro, foi intimado por policiais federais de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinava a apreensão de seus passaportes e a proibição de deixar o território brasileiro.
O senador classificou a medida como uma tentativa de intimidação e afirmou temer que sua liberdade fosse utilizada como instrumento de pressão política. Essas afirmações representam a versão apresentada por ele na transmissão.
Ao abordar a investigação mencionada na decisão, Flávio negou irregularidades e alegou que um documento bancário afastaria seu envolvimento com as contas investigadas. A transcrição fornecida não inclui a decisão judicial nem o documento citado, o que impede verificar o alcance dessas alegações.
Congresso como centro da oposição
Na transmissão, Flávio defendeu que a oposição concentre esforços no Congresso Nacional, especialmente no Senado. Ele anunciou apoio a Rogério Marinho para a presidência da Casa e pediu aos eleitores que cobrem posicionamento dos parlamentares.
O senador também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal, ao Tribunal Superior Eleitoral e à condução do processo eleitoral. Questionou o resultado das eleições e insinuou irregularidades, mas não apresentou, na fala reproduzida, provas que sustentassem essas acusações.
Possibilidade de nova candidatura
Flávio afirmou que permanece à disposição para disputar novamente a Presidência da República e mencionou uma eventual candidatura antes de 2030, sem explicar qual circunstância permitiria antecipar uma nova disputa.
O parlamentar também previu dificuldades econômicas e desgaste do governo federal. As declarações foram apresentadas como sua avaliação política, sem dados ou projeções econômicas que as fundamentassem durante a transmissão.
Ao encerrar, agradeceu aos apoiadores, pediu união e afirmou que continuará utilizando as redes sociais para participar do debate brasileiro enquanto estiver no exterior.