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O ex-prefeito de Balneário Camboriú e candidato a deputado federal por Santa Catarina, *Fabrício Oliveira (Republicanos)*, fez duras críticas ao cenário político nacional ao comentar as recentes investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Fabrício concorre ao cargo de deputado federal nas eleições de 2026 pelo número 1000, com o registro atualmente aguardando julgamento pela Justiça Eleitoral.
Em manifestação divulgada nas redes sociais, Fabrício adotou um discurso de oposição ao governo federal e afirmou que o histórico de investigações envolvendo Lulinha representa, em sua avaliação, um exemplo da necessidade de maior fiscalização das instituições e de fortalecimento do Congresso Nacional.
O candidato fez referência especialmente às investigações abertas recentemente pela Polícia Federal com autorização de ministros do Supremo Tribunal Federal. Uma delas apura suspeita de tráfico de influência em negociações relacionadas à comercialização de produtos à base de canabidiol envolvendo uma empresa ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A defesa de Lulinha nega irregularidades.
Outra investigação apura a suspeita de que o filho do presidente teria atuado junto à Dataprev para beneficiar empresários. Uma terceira frente, autorizada pelo ministro Flávio Dino em 4 de agosto, permanece parcialmente sob sigilo e investiga uma suposta atuação para favorecer empresas em negócios com órgãos públicos.
Reportagens recentes apontam que Lulinha é alvo de *três inquéritos relacionados a suspeitas de tráfico de influência*, mas as investigações estão em andamento e não representam, por si só, comprovação de culpa. A defesa do empresário tem negado as acusações e questionado a condução de parte das apurações.
Durante sua manifestação, Fabrício também recordou investigações anteriores que alcançaram empresas ligadas ao filho do presidente. Em 2016, por exemplo, a Polícia Federal investigou pagamentos realizados à Gamecorp, empresa da qual Lulinha era sócio. Na ocasião, um laudo apontou cerca de R$ 7 milhões em depósitos feitos pelo Grupo Petrópolis à companhia entre 2005 e 2016. Lulinha negou irregularidades.
Para Fabrício Oliveira, o debate ultrapassa as pessoas diretamente envolvidas nos casos. Segundo ele, a questão central está na forma como o sistema político e institucional brasileiro responde às denúncias e investigações envolvendo pessoas próximas ao poder.
“*Precisamos de um Congresso forte para impor limites e equilíbrio nesse sistema*”, defendeu o candidato, ao sustentar que as eleições de 2026 representam uma oportunidade para ampliar a fiscalização do governo federal e fortalecer a atuação do Legislativo.
No vídeo, Fabrício também fez críticas aos eleitores que, segundo sua avaliação, continuam apostando no atual projeto político apesar das controvérsias acumuladas ao longo dos últimos anos. O candidato apresentou sua posição como parte de um discurso de mudança política e de maior independência do Congresso em relação ao Executivo.
Ex-prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira entra na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados defendendo, entre suas bandeiras, maior equilíbrio entre os Poderes e fiscalização da administração pública federal.