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Nesta segunda-feira, 21 de setembro (ontem), Fábio Lima Ferreira completou uma marca que carrega consigo uma história de luta, fé e perseverança. Há exatamente 23 anos, um grave acidente de carro mudou completamente o rumo de sua vida.
Morador de Biguaçu, Fábio tinha 30 anos quando sofreu o acidente, em setembro de 2003. Até então, levava uma vida bastante ativa: era surfista, modelo, praticava halterofilismo e administrava o próprio negócio.
Naquela madrugada, quando retornava de Balneário Camboriú, o veículo em que estava capotou. Fábio foi arremessado pelo para-brisa, sofreu fraturas em três vértebras cervicais e permaneceu cerca de 30 dias em coma.
Quando despertou, recebeu uma nova realidade: estava tetraplégico.
Desde então, passou a depender de auxílio para diversas atividades da rotina. Para se locomover, utiliza uma cadeira de rodas motorizada com comando adaptado, acionado pelo queixo. Ao longo dessa caminhada, destaca constantemente a presença e o apoio da esposa, dos familiares e dos amigos.
Nesta segunda-feira, ao recordar os 23 anos desde o acidente, Fábio publicou uma mensagem que resume muito do que passou a representar sua trajetória.
“Só quero agradecer a Deus e a todos vocês que têm me acompanhado. Dia 21 de setembro completo 23 anos tetraplégico, na cadeira de rodas. Que loucura, né? Mas estou vivo. Minha esposa, minha família do meu lado, amigos. Obrigado”, afirmou.
Mais do que lembrar a própria história, Fábio aproveitou a data para fazer um convite à reflexão.
“Celebre a vida. Agradeça a Deus pela vida, porque você pode caminhar, você pode se mexer. Não desanima. A vida é boa. É paulada? É paulada, é verdade, mas a vida é boa. Faça a tua vida ser feliz, ser melhor”, declarou.
Uma história transformada em propósito
Com o passar dos anos, Fábio transformou as consequências do acidente em um propósito pessoal de transmitir fé e esperança.
É comum encontrá-lo circulando por Biguaçu em sua cadeira motorizada, conversando com moradores, passando por estabelecimentos e compartilhando mensagens cristãs.
Sua reflexão costuma partir de algo aparentemente simples: aquilo que muitas pessoas consideram rotina pode representar uma riqueza imensurável para quem perdeu a capacidade de realizar movimentos básicos de forma independente.
Por isso, Fábio costuma lembrar que uma pessoa que consegue caminhar, movimentar os braços, alimentar-se e realizar suas próprias tarefas possui uma riqueza que dinheiro algum consegue comprar.
Aos 23 anos dessa nova etapa de sua história, ele escolheu mais uma vez não concentrar sua mensagem nas limitações impostas pelo acidente, mas naquilo que permaneceu: a vida, a família, os amigos e a fé.
E deixou um recado direto para quem enfrenta momentos difíceis:
“Não desanima. A vida é boa.”

Fábio um pouco antes de se acidentar