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Dom Adair condena venda de votos e faz duras críticas ao STF

Bispo questiona apoio de católicos a políticos que considera corruptos, cita sofrimento de famílias após o 8 de janeiro e pede reflexão sobre a consciência cristã

Política

Brasil

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Foto: Dom Adair José Guimarães condenou a venda de votos e questionou escolhas políticas de católicos em pronunciamento com críticas ao governo e ao Supremo Tribunal Federal.

O bispo Dom Adair José Guimarães fez um pronunciamento contundente sobre a postura de católicos diante da política. Na declaração, condenou a venda de votos e criticou o apoio de fiéis a políticos que classificou como corruptos, defendendo que a consciência cristã deve orientar as escolhas eleitorais.

“Que tristeza, tantos católicos que adoram corruptos, que vendem o seu voto”, afirmou.

Ao abordar os acontecimentos de 8 de janeiro e suas consequências, Dom Adair citou pessoas presas, condenadas e outras que, segundo ele, estão fora do Brasil e enfrentam sofrimento. O religioso destacou a separação de famílias e afirmou que essa realidade também atinge pessoas de sua diocese.

“Mães presas vendo que seus filhos estão crescendo sem ver a mãe, pais presos e os filhos sem verem os pais”, declarou.

Durante a fala, o bispo também dirigiu críticas ao governo e ao Supremo Tribunal Federal. Em sua avaliação, a Corte atravessa uma crise histórica e tem responsabilidade central pelos problemas políticos que ele apontou no pronunciamento.

Dom Adair afirmou que recebe acusações de fascismo quando se manifesta sobre esses assuntos. Ao responder aos críticos, utilizou expressões duras e disse que não pretende deixar de se posicionar diante da situação do país.

“Se quiserem me prender, ótimo, vou com toda alegria. Vou tirar um tempo pra rezar e meditar”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Mas nós não podemos nos furtar diante da desgraça que se abateu sobre a nossa pátria”.

Na parte final da declaração, o religioso voltou a questionar o apoio de cristãos a pessoas que considera corruptas e sem compromisso com os pobres e com os valores da fé. Ao mencionar São Paulo e a leitura religiosa daquele dia, fez um apelo à reflexão espiritual e ao exame de consciência.

“Nós precisamos colocar a nossa consciência à prova do cinzel de Deus”, disse, defendendo que os fiéis permitam que Deus transforme sua consciência e oriente suas decisões.

Clique aqui e veja o vídeo