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O deputado estadual Mário Motta voltou a cobrar explicações sobre a demora na reforma das passarelas da Ponte Colombo Salles, em Florianópolis. Fechadas há anos para circulação de pedestres, as estruturas seguem sem previsão de reabertura, apesar dos investimentos já realizados pelo Governo do Estado.
Segundo o parlamentar, uma análise dos contratos firmados para a obra revelou indícios de inconsistências nos gastos públicos. O primeiro contrato, assinado em 2014, destinou R$ 2,6 milhões para a retirada das peças consideradas mais críticas da passarela. Posteriormente, um segundo contrato, no valor de R$ 3,7 milhões, foi firmado para a conclusão dos serviços.
Durante a fiscalização, a equipe do deputado identificou uma possível irregularidade envolvendo a cobrança de R$ 345 mil referente a 193 peças que, segundo a análise realizada, não existiam na estrutura da passarela. Entre os itens apontados estão vigas, placas de piso e guarda-corpos.
Diante da situação, Mário Motta informou que acionou a Controladoria-Geral do Estado para apurar os fatos e verificar a correta aplicação dos recursos públicos. O parlamentar defende que todas as despesas sejam esclarecidas e que eventuais responsabilidades sejam apuradas.
Apesar das suspeitas levantadas, o deputado afirmou que as cobranças realizadas junto ao governo contribuíram para que o processo de retomada da obra avançasse. Ele garantiu que continuará acompanhando a execução dos trabalhos até que a passarela seja concluída e devolvida à população.