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O pré-candidato a deputado estadual Bruno Souza divulgou um vídeo nas redes sociais em que critica a proposta de reformulação da política de ações afirmativas da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que será analisada pelo Conselho Universitário no próximo dia 9 de julho.
Segundo Bruno Souza, a proposta prevê a criação de uma vaga suplementar em cada curso para pessoas privadas de liberdade. Em sua avaliação, a medida representa uma inversão de prioridades ao permitir que pessoas presas tenham acesso a vagas específicas na universidade pública, enquanto estudantes que disputam o vestibular pela ampla concorrência continuam dependendo exclusivamente do desempenho acadêmico.
Durante o pronunciamento, o pré-candidato também criticou outros pontos da proposta, como a ampliação das ações afirmativas para diferentes grupos. Ele afirmou que as mudanças priorizam critérios identitários em detrimento do mérito e questionou a ampliação da reserva de vagas para quilombolas e indígenas, além de fazer críticas às políticas relacionadas à identidade de gênero previstas no texto em discussão.
Bruno Souza declarou ainda que é favorável à autonomia universitária, mas defendeu que instituições públicas devem prestar contas à sociedade sobre decisões que alteram significativamente o acesso ao ensino superior. Na avaliação do pré-candidato, universidades que adotem políticas com as quais ele discorda não deveriam receber recursos públicos.
Ao final do vídeo, Bruno Souza convocou a população catarinense a aderir a um abaixo-assinado contrário à proposta, afirmando que a mobilização busca demonstrar apoio ao mérito como principal critério de acesso à universidade pública e oposição às mudanças que serão apreciadas pelo Conselho Universitário da Udesc.