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O advogado Alfredo da Silva Júnior, do município de Biguaçu, fez um relato nas redes sociais na noite desta quinta-feira sobre a demora no cumprimento de ordens de soltura no Presídio Regional de Itajaí.
Segundo Alfredo, por volta das 19h30 ele permanecia na unidade prisional aguardando a liberação de um cliente. De acordo com o advogado, a ordem de soltura, expedida por uma magistrada da Vara de Blumenau, teria chegado ao presídio por volta das 15h45.
Ainda conforme seu relato, outros sete ou oito advogados também aguardavam na sala da OAB pela liberação de seus respectivos clientes.
Alfredo afirmou ter recebido a informação de que os procedimentos poderiam se estender até aproximadamente 22h ou 22h30, em razão de trâmites internos adotados pela unidade.
No vídeo, o advogado questionou a demora diante de uma determinação judicial de soltura imediata.
Para Alfredo da Silva Júnior, uma ordem judicial que determina a liberação imediata deveria ser cumprida com maior rapidez, sem procedimentos administrativos que, segundo ele, possam prolongar por várias horas a permanência de uma pessoa no sistema prisional.
O advogado também chamou atenção para situações semelhantes que, segundo ele, aconteceriam diariamente, com pessoas permanecendo presas horas depois da expedição de uma ordem de soltura.
A manifestação de Alfredo levanta novamente o debate sobre a agilidade no cumprimento de alvarás de soltura e os procedimentos administrativos adotados pelas unidades prisionais após o recebimento de decisões judiciais.