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Florianópolis: Bruxas e seres folclóricos da Ilha da Magia mostram porque não celebram o Halloween e reúnem cerca de 3 mil pessoas no Grande Baile Místico

A 3ª edição do evento que aconteceu no domingo (29) reuniu cerca de 3 mil pessoas

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Depois de quatro anos de espera, a Ilha de Santa Catarina finalmente se reencontrou e se encantou com o desfile do Cortejo Alegórico Grande Baile Místico. A 3ª edição do evento, que celebra o universo fantástico da cultura local, foi realizada na tarde deste domingo (29), no centro de Florianópolis, e reuniu cerca de 3 mil pessoas. Dentre elas, 500 eram integrantes do cortejo. 

 

Em clima de carnaval, o desfile começou com as bruxas de bike e foi passando pela turma do boi-de-mamão, Dona Bilica, o boitatá de Cascaes, o Galo de Meyer Filho, o Bruxo Mané Agostinho, o Bloco 25 Bichos do Jogo, o Lobisomem da Lagoa, os Fantasmas de Anhatomirim, a Sereia Manezinha e muito mais. Com muita música e diversão, o cortejo saiu da Praça XV e percorreu as ruas do centro em direção ao Mercado Público. 

 

O encerramento do desfile foi realizado no Largo da Alfândega com o Show do cantor e compositor Valdir Agostinho, um dos mais importantes representantes da cultura popular da Ilha de Santa Catarina.
 

Bebel Orofino, uma das criadoras do Baile Místico, comemora o resultado do projeto e reforça que não há necessidade de copiar o estrangeiro, já que Florianópolis tem suas próprias histórias. Entre o marca-e-desmarca, por causa da chuva, acabamos realizando o nosso baile dias antes do Halloween e isso foi ótimo. Conseguimos mostrar que não precisamos copiar nada de ninguém, porque já temos a nossa própria magia. Somos o único lugar no Brasil que reúne tamanho repertório e elenco mito-mágico", ressalta a autora do livro "Palavras Mágicas".


A proposta do Grande Baile Místico se inspira na lenda Baile de Bruxas em Itaguaçu, de autoria de Gelci José Coelho, o Peninha, e homenageou todos os artistas locais que se dedicaram ao tema do mito e da magia na arte catarinense. Além de Peninha, já foram homenageados Franklin Cascaes e Meyer Filho. O número de artistas locais que se dedicaram ao tema é grande e as homenagens deverão continuar por muitos anos. Neste ano, as artistas homenageadas foram Vera Sabino e Jandira Lorenz e em 2024 o bloco entra em ação para homenagear Eli Heil e Hassis pelo centenário. 

 

A volta do grande cortejo alegórico fez parte da programação da Feira da Cascaes – outubro Místico (Fundação Franklin Cascaes/SETUR/PMF) – que contou com gastronomia, feira de artesanato e o desfile dos seres encantados que habitam na Capital.