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O ex-deputado federal e ex-delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz afirmou, em uma entrevista identificada como sendo de 2017, que sua tentativa frustrada de reeleição teria sido resultado de fraude nas urnas eletrônicas. Durante a conversa, também fez acusações sobre outras disputas eleitorais, incluindo a eleição presidencial de 2014.
As declarações representam a versão apresentada por Protógenes. A transcrição disponibilizada não contém laudos, documentos ou decisões judiciais que comprovem as supostas fraudes mencionadas.
Questionado sobre os motivos pelos quais não conseguiu renovar seu mandato, o ex-parlamentar respondeu: “Fraude nas urnas eletrônicas”. Segundo ele, eleitores teriam relatado que votaram em seu nome, mas esses votos não teriam aparecido nos resultados de determinadas urnas.
Protógenes afirmou que levou mapas eleitorais a integrantes do Ministério Público e que a análise teria motivado uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral, então presidido pelo ministro Dias Toffoli. O trecho fornecido, entretanto, não informa o número do procedimento nem seu desfecho.
Acusação envolvendo um técnico
Na entrevista, Protógenes disse que, após retornar à Polícia Federal em fevereiro de 2015, passou a investigar as supostas irregularidades na própria eleição. Afirmou ter identificado um técnico de Osasco, em São Paulo, que teria explicado como ocorriam as fraudes.
Segundo seu relato, o homem teria atuado em ambientes ligados à Diebold, empresa mencionada na entrevista como fabricante das urnas. Protógenes também atribuiu ao técnico uma suposta participação em irregularidades que teriam favorecido Dilma Rousseff na disputa presidencial contra Aécio Neves, em 2014.
O entrevistado não identifica nominalmente esse técnico no trecho transcrito. O material também não apresenta a alegada confissão nem elementos que permitam verificar a acusação contra ele ou a empresa.
Cobrança por fiscalização
Protógenes afirmou ainda que tentou articular uma operação de inteligência para investigar possíveis fraudes nas eleições municipais de 2016, mas que teria sido desencorajado por um integrante do Ministério Público. Essa é outra afirmação do entrevistado sem documentação apresentada na transcrição.
Ao defender mudanças no sistema eleitoral, cobrou mecanismos mais rigorosos de fiscalização e condições para que o eleitor pudesse conferir a contabilização do voto. Também criticou a proposta de eleição por lista fechada, por considerar que ela fortaleceria as cúpulas partidárias.
Na parte final da conversa, disse que a recuperação de sua confiança nas instituições dependeria da punição dos responsáveis por desvios, sem seletividade, e da reparação do que classificou como injustiças contra ele e sua família.
Quem é Protógenes Queiroz
Protógenes Queiroz ganhou projeção nacional como delegado da Polícia Federal, especialmente por sua atuação na Operação Satiagraha, deflagrada em 2008 para investigar suspeitas de crimes financeiros.
Posteriormente, ingressou na política e foi eleito deputado federal por São Paulo pelo PCdoB, exercendo mandato de 2011 a 2015. Não conseguiu a reeleição em 2014, episódio que motivou parte das declarações reproduzidas na entrevista.
O depoimento registra acusações feitas pelo ex-parlamentar naquele período. Seu conteúdo, isoladamente, não comprova fraude nas urnas nem alteração de resultados eleitorais.