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A deputada federal reeleita por Santa Catarina, Júlia Zanatta (PL), respondeu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após ele mencionar uma parlamentar catarinense que “anda com o chicote na mão” e que recebeu uma votação expressiva. Em vídeo, Zanatta se dirigiu ao presidente e relacionou a expressão “ganhar de relho” a uma vitória eleitoral por ampla vantagem. O episódio ocorreu após a deputada utilizar o objeto na comemoração de sua reeleição.
“Sim, Lula, eu existo. E sabe do que tu tá com medo? Tu tá com medo de levar de relho, de levar de lavada”, declarou a parlamentar, ao manifestar confiança na vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.
Na resposta, Zanatta utilizou a imagem do chicote como metáfora para criticar a condução do governo federal. Segundo ela, o aumento de impostos e o endividamento das famílias representam dificuldades impostas à população pela gestão petista.
A deputada também mencionou as contas públicas, o crescimento dos pedidos de recuperação judicial e a busca de empresários por oportunidades de investimento no Paraguai. Em sua avaliação, esses fatores demonstram a insatisfação com o ambiente econômico brasileiro.
O pronunciamento incluiu acusações contra Lula relacionadas aos descontos indevidos em benefícios de aposentados, à atuação do Judiciário e ao enfrentamento do crime organizado. Zanatta atribuiu ao presidente responsabilidade pela crise institucional e o acusou de conivência com organizações criminosas. Essas afirmações expressam as acusações e a avaliação política da parlamentar; a fala apresentada não traz elementos que comprovem a responsabilidade pessoal de Lula pelos episódios citados.
Zanatta ainda criticou os gastos da primeira-dama Janja e afirmou que ela teria divulgado mentiras a seu respeito, sem detalhar, no trecho, quais declarações contestava.
Ao defender o uso da expressão “ganhar de relho”, a deputada afirmou que se trata de uma referência regional a vencer “de lavada”. Na sequência, cobrou respeito ao estado e reafirmou que pretende continuar atuando na política.
“Respeita Santa Catarina, Lula. Eu existo, sim, e eu vou existir por muito tempo ainda na política. Já você, a sua era acabou”, afirmou.
A parlamentar encerrou a manifestação pedindo votos para Flávio Bolsonaro e reforçando o número 22. O segundo turno das eleições está marcado para domingo, 25 de outubro.