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A prestação de contas das Eleições 2026 permite acompanhar quanto os candidatos estão recebendo e onde os recursos estão sendo utilizados durante a campanha. Entre os três candidatos que representam Biguaçu, Bia Borba (Novo), Salmir da Silva (Republicanos) e Tuta (MDB), a candidata a deputada federal é a de longe que mais recebeu dinheiro público para sua campanha.
Bia Borba (NOVO), candidata a deputada federal pelo número 3022, possui o maior valor arrecadado entre os três: R$ 546 mil. Desse total, R$ 542 mil são recursos públicos, sendo R$ 442 mil provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado Fundo Eleitoral, e outros R$ 100 mil do Fundo Partidário. Apenas R$ 4 mil tiveram origem em doação de pessoa física.
A campanha da vereadora Bia declarou R$ 485.677 em despesas, restando aproximadamente R$ 60,3 mil ainda não comprometidos naquele levantamento. Entre os principais grupos de gastos aparecem R$ 193 mil em serviços prestados por terceiros, R$ 153,5 mil em impulsionamento de conteúdo, R$ 55,1 mil em materiais impressos, além de despesas com pessoal, eventos, serviços de produção e outras atividades de campanha.
Entre as despesas individuais registradas estão pagamentos de R$ 77 mil e R$ 50 mil relacionados a serviços de consultoria, além de valores expressivos destinados à divulgação digital. Somente dois lançamentos feitos ao Facebook somam R$ 110 mil (R$ 60 mil e R$ 50 mil), dentro dos registros apresentados pela campanha.
Salmir soma R$ 286,4 mil

O candidato a deputado estadual Salmir da Silva (Republicanos) ex-prefeito de Biguaçu, número 10789, aparece com R$ 286,4 mil arrecadados na prestação parcial consultada.
Do montante, R$ 270 mil têm origem em recursos públicos: R$ 170 mil foram classificados como Fundo Eleitoral e R$ 100 mil como Fundo Partidário. Outros R$ 16,4 mil correspondem a doações de pessoas físicas, algumas delas na modalidade estimável em dinheiro, ou seja, bens ou serviços cedidos à campanha, e não necessariamente dinheiro depositado.
Salmir declarou aproximadamente R$ 254,1 mil em gastos contratados. Entre as principais despesas estão cerca de R$ 73,2 mil em materiais impressos, R$ 57,2 mil com pessoal, R$ 56,1 mil em serviços prestados por terceiros, R$ 45,5 mil em adesivos e R$ 15 mil relacionados à locação ou cessão de imóvel.
Na origem dos recursos, aparecem R$ 100 mil enviados pela direção nacional do Republicanos e transferências da campanha do deputado federal Jorge Goetten. Os registros mostram valores vinculados tanto ao Fundo Eleitoral quanto ao Fundo Partidário.
Tuta recebeu R$ 50 mil

Já Vilmar Astrogildo Tuta de Souza, o Tuta (MDB), candidato a deputado estadual pelo número 15015, apresenta uma movimentação significativamente menor até o levantamento disponível.
A campanha declarou R$ 50 mil em receitas, integralmente provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. O recurso chegou através da campanha do candidato a deputado federal João Marcos Matos. Portanto, nesse registro, os R$ 50 mil são dinheiro público do Fundo Eleitoral, e não do Fundo Partidário.
Tuta já declarou R$ 38.470 em despesas, todas indicadas como pagas. Desse valor, R$ 36.050 correspondem a gerenciamento digital da campanha e R$ 2.420 a materiais impressos, divididos entre banner e camisetas destinadas ao trabalho eleitoral.
Comparação dos recursos
Considerando os registros disponíveis, os valores arrecadados são:
Bia Borba: R$ 546.000
* Fundo Eleitoral: R$ 442.000
* Fundo Partidário: R$ 100.000
* Pessoa física: R$ 4.000
* Gastos declarados: R$ 485.677
Salmir da Silva: R$ 286.400
* Fundo Eleitoral: R$ 170.000
* Fundo Partidário: R$ 100.000
* Pessoas físicas: R$ 16.400
* Gastos contratados: aproximadamente R$ 254.060
Tuta: R$ 50.000
* Fundo Eleitoral: R$ 50.000
* Fundo Partidário: R$ 0 no levantamento consultado
* Gastos declarados: R$ 38.470
Assim, Bia Borba registra, até o momento, o maior volume de recursos entre as três campanhas analisadas, com R$ 546 mil arrecadados. O valor é quase o dobro dos R$ 286,4 mil declarados por Salmir e mais de dez vezes os R$ 50 mil registrados pela campanha de Tuta.
Quando considerado especificamente o Fundo Partidário, Bia e Salmir aparecem com R$ 100 mil cada. Tuta, no levantamento disponível, não registra recursos dessa fonte; seus R$ 50 mil são provenientes do Fundo Eleitoral.
Prestação ainda é parcial
Os números não representam necessariamente os valores finais das campanhas. Durante o período eleitoral, candidatos e partidos fazem novas entregas à Justiça Eleitoral, e receitas e despesas podem ser acrescentadas ou corrigidas.
No caso de Bia Borba e Tuta, a base consultada utiliza arquivo dos Dados Abertos do TSE gerado em 24 de setembro de 2026. Para Salmir, os dados disponíveis na fonte consultada têm período de atualização diferente, razão pela qual a comparação deve ser entendida como um retrato das prestações parciais disponíveis, e não como fechamento definitivo das contas.
Bia Borba já recebeu R$ 70 mil de fundo eleitoral na campanha para vereadora

Vereadora Bia Borba destaca-se em gordas arrecadações públicas para suas campanhas
Quando o assunto é alto valor de verba pública para fazer campanha, Bia Borba aparece sempre na frente. Antes de chegar à disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, Bia Borba já havia contado com um volume expressivo de recursos públicos em sua campanha municipal de 2024.
Naquele ano, Bia concorreu a vereadora de Biguaçu pelo PL, com o número 22822, e terminou eleita com 988 votos. O resultado oficial do TRE-SC confirma a votação obtida pela então candidata.
Segundo a prestação de contas final baseada nos dados do Tribunal Superior Eleitoral, a campanha de Bia registrou R$ 75.584 em receitas e R$ 73.439 em despesas.
Do total recebido, R$ 70 mil tiveram origem no Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o Fundo Eleitoral. Os recursos foram repassados pela Direção Nacional do Partido Liberal em duas transferências, uma de R$ 65 mil e outra de R$ 5 mil. Outros R$ 5 mil vieram de doação de pessoa física. A prestação também registra aproximadamente R$ 584 vinculados à campanha majoritária municipal.
Fundo Eleitoral representou mais de 90% dos recursos para a campanha de vereador a de Bia
Os R$ 70 mil de Fundo Eleitoral representaram aproximadamente 93% dos recursos financeiros identificados na campanha de Bia em 2024, demonstrando o peso do financiamento público em sua primeira eleição para a Câmara Municipal.
É importante diferenciar: na prestação de 2024 consultada, não aparece recurso classificado como Fundo Partidário para Bia Borba. Os R$ 70 mil enviados pelo PL foram registrados como FEFC ( Fundo Eleitoral).
Onde Bia gastou em 2024
Dos R$ 73.439 declarados em despesas, os principais grupos registrados foram:
R$ 27.919: despesas diversas a especificar
R$ 18.000: impulsionamento de conteúdos
R$ 15.700: despesas com pessoal
R$ 5.280: material gráfico em um dos fornecedores registrados
Outras despesas: demais serviços e materiais utilizados durante a campanha.
O maior fornecedor individual identificado na prestação foi a Post Público Conteúdo Digital Ltda., com R$ 22,5 mil em pagamentos declarados.
Campanha terminou com 988 votos
Bia Borba conquistou 988 votos, ficando na 11ª posição em número de votos entre os candidatos eleitos para a Câmara de Biguaçu. O PL conquistou uma cadeira no Legislativo municipal, ocupada por Bia.
Considerando os R$ 73.439 em despesas declaradas e os 988 votos obtidos, sua campanha teve uma relação aproximada de R$ 74,33 em gastos declarados por voto. Entre os 13 vereadores eleitos com prestação de contas considerada na base consultada, foi a maior relação entre gasto e votos naquele pleito.
De 2024 para 2026
Dois anos depois, a escala financeira da campanha aumentou significativamente. Em 2024, Bia declarou aproximadamente R$ 75,6 mil em receitas para vereadora. Já em 2026, na candidatura a deputada federal pelo NOVO, aparecem R$ 546 mil arrecadados no levantamento atual.
Na campanha de 2026, são R$ 442 mil do Fundo Eleitoral, R$ 100 mil do Fundo Partidário e R$ 4 mil provenientes de outros recursos. Assim, R$ 542 mil dos R$ 546 mil registrados até o levantamento vieram de fundos públicos administrados pelos partidos.