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São Miguel, em Biguaçu, se prepara para um momento histórico. Em 2027, a comunidade completa 250 anos, e a edição nº 9 da Oficina do Jornal Comunitário de Balneário São Miguel apresenta uma ampla reflexão sobre os caminhos necessários para que o bairro transforme seu potencial em desenvolvimento planejado e resultados concretos para a população.
Ao longo da publicação, o jornal destaca que São Miguel já possui estudos, diagnósticos e instrumentos capazes de orientar seu futuro. O desafio, segundo a edição, é avançar da etapa de planejamento para a elaboração e execução de projetos. A proposta defendida é organizar prioridades, responsabilidades, fontes de recursos e cronogramas, evitando que boas ideias permaneçam apenas no papel.
Entre os temas centrais está o planejamento territorial. A publicação cita estudos realizados para Biguaçu e instrumentos como o Plano Diretor, planejamento da BR-101, estudos ambientais e propostas relacionadas ao desenvolvimento urbano. Para São Miguel, a defesa é de que esse conhecimento seja utilizado como base para ações específicas voltadas ao bairro.
BR-101, saneamento e infraestrutura estão entre as prioridades
A BR-101 recebe atenção especial. A rodovia é apresentada como um eixo fundamental de conexão regional e, ao mesmo tempo, como um elemento que separa áreas de São Miguel e impõe desafios de mobilidade, acessibilidade e segurança. A edição propõe que qualquer intervenção considere não apenas o trânsito de veículos, mas também a integração da comunidade e seus impactos territoriais.
Outro ponto considerado decisivo é o saneamento básico. O jornal recupera o histórico da Estação de Tratamento de Esgoto e destaca a necessidade de esclarecer em que estágio se encontra o sistema, quais investimentos ainda são necessários e quando o serviço poderá efetivamente atender a comunidade.
Turismo e patrimônio como oportunidades de desenvolvimento
A edição também aponta o potencial turístico de São Miguel, considerando sua paisagem, patrimônio histórico, gastronomia, atividades náuticas, natureza e localização estratégica. A avaliação apresentada é de que possuir atrativos, isoladamente, não significa ter um produto turístico estruturado.
Para transformar esse potencial em geração de oportunidades, o jornal defende organização, integração dos atrativos, melhoria dos serviços, definição de roteiros e uma identidade capaz de posicionar São Miguel como destino turístico.
O território é apresentado como um dos maiores patrimônios locais. A publicação lembra que São Miguel reúne diferentes ambientes: do mar à serra e destaca a importância de conciliar desenvolvimento econômico, preservação ambiental e valorização do patrimônio cultural e histórico.
Governança e participação comunitária
A participação da comunidade também aparece como elemento essencial. A edição defende um modelo de governança capaz de reunir moradores, poder público, empresas, entidades, universidades e demais setores interessados em construir soluções conjuntamente.
A proposta é que encontros e discussões produzam encaminhamentos concretos, com definição de responsáveis, prazos e acompanhamento dos resultados.
250 anos como ponto de partida para uma nova etapa
A publicação encerra olhando para 2027, quando São Miguel completará 250 anos. Mais do que uma comemoração histórica, a data é apresentada como uma oportunidade para estabelecer uma carteira de projetos e definir quais iniciativas a comunidade deseja ver encaminhadas ou realizadas até o aniversário.
A mensagem central da edição é clara: São Miguel possui história, identidade, patrimônio e estudos suficientes para planejar seu futuro. O próximo desafio é organizar prioridades, transformar propostas em projetos executáveis e buscar os recursos necessários para concretizá-los.