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O município de Biguaçu ganhou destaque nas discussões sobre prevenção e resposta a desastres climáticos em Santa Catarina. A experiência local foi citada durante abordagem sobre as iniciativas adotadas pelos municípios catarinenses para antecipar situações de risco e proteger principalmente as populações mais vulneráveis.
Atualmente, os 295 municípios de Santa Catarina estão sob monitoramento e diretrizes preventivas da Defesa Civil Estadual. Nas regiões historicamente mais atingidas por temporais, enchentes e alagamentos, algumas administrações municipais vêm estruturando mecanismos para antecipar cenários de risco e permitir respostas mais rápidas.
Em Biguaçu, uma das principais iniciativas foi a criação do Comitê de Gestão de Crise Climática, responsável por articular diferentes secretarias municipais e órgãos do poder público estadual. A proposta é dar maior agilidade tanto às ações preventivas quanto à tomada de decisões em situações de emergência.
Entre as medidas estão a limpeza das margens e o desassoreamento de rios, além do planejamento de respostas para casos de isolamento de comunidades, danos à infraestrutura, deslizamentos e enchentes.
O trabalho reúne instituições como Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, além das secretarias municipais de Educação, Saúde e outras áreas estratégicas.
Segundo representantes do município, a integração entre os diferentes setores permite desenvolver um trabalho permanente de prevenção e preparação diante de fenômenos climáticos capazes de provocar fortes chuvas em Santa Catarina.
O tema também esteve no centro de um seminário promovido pelo Ministério Público Federal em Santa Catarina, em parceria com a organização Círculos da Hospitalidade. O encontro debateu a crise climática, a vulnerabilidade humana e os impactos dos desastres naturais.
A programação reuniu representantes da sociedade civil, especialistas em climatologia e integrantes da Agência das Nações Unidas para as Migrações, ampliando a discussão sobre políticas públicas de prevenção, resposta e proteção das comunidades mais expostas aos efeitos dos eventos climáticos extremos.