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Prof. Dr. Francisco Pereira
francisco.pereira@sinergia.edu.br
Atuando como Professor e Consultor Empresarial há anos, tive a oportunidade de aprofundar os estudos sobre o Mercado de Trabalho e seus mistérios, porém sem nunca ter o conhecimento total, porque é quase impossível acompanhar as leis, normas e regulamentos, expressões em português e em outros idiomas que atuam neste mercado.
A partir desta semana, vamos analisar estes mistérios, de forma prática e objetiva, sem contar os previstos pela legislação trabalhista, que se alteram periodicamente e que exige constante acompanhamento profissional dos que atuam ou irão atuar neste competitivo segmento empresarial.
Os mistérios serão analisados, interpretados, discutidos e avaliados em uma sequência de “Considerações Técnicas”, sem a preocupação de esgotar o assunto, mesmo porque é impossível de ser esgotado, mas, sim, atualizado.
Vamos iniciar pelo básico: o que o Mercado de Trabalho? Primeiro, temos que entender que estamos vivendo em mundo que é dinâmico, inconstante e volátil, onde os acontecimentos são rápidos e os conceitos são criados, extintos e recriados de forma, às vezes, não explicitas, não permitindo o retorno às práticas administrativas anteriores.
O Mercado de Trabalho é o ambiente, físico ou virtual, onde ocorre uma relação profissional entre os que estão buscando trabalhar e as empresas que estão contratando, prevalecendo o famoso “CHA – Competência, Habilidades e Atitudes”, relembrando que as empresas contratam pelo currículo, indicação ou oportunidade e demitem, na maioria das vezes, por comportamento profissional inadequado à realidade organizacional.
O Mercado de Trabalho age sob a Lei da Oferta e da Procura, do mesmo jeito que o mercado tradicional, ou seja, onde há muitas vagas e reduzido número de candidatos, a tendência é que exista a valorização financeira. Mas, independente, desta realidade organizacional, ele é dividido em Mercado Formal, que é regulamentado pela CLT ou Estatuto do Servidor Público e o Mercado Informal, onde atuam os profissionais autônomos, liberais e os freelancers.
Vale salientar a sua divisão em categorias: setor primário (recursos naturais), setor secundário (transformação da matéria prima) e setor terciário (prestação de serviços e comércio). Por ser parte do ambiente econômico, ressalta-se que está exigindo muito mais conhecimentos técnicos e habilidades comportamentais, as denominadas soft skills, no processo de troca entre as pessoas e empresas, portanto, se o objetivo profissional é se destacar da concorrência, é importante ter um propósito real, viável e identificável.
Existem pilares específicos para a empregabilidade: vocação profissional (gostar do que faz ou poderá fazer), competência profissional (fazer para saber x saber para fazer), relações interpessoais (networking – relacionamento consciente e profissional) e, não menos importante, saúde física e mental (utilizar a energia necessária nas atividades profissionais).