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O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas e de preservação permanente (APPs) acende um alerta em Biguaçu. Regiões como o Morro do Boi, Morro do Ivo, Saveiro e o Jardim Janaína vêm registrando invasões, aumentando a preocupação com os impactos ambientais, urbanísticos e sociais caso medidas efetivas não sejam adotadas.
A situação levanta questionamentos sobre a atuação dos órgãos responsáveis pelo planejamento urbano (SEPLAN) e pela fiscalização ambiental do município (FAMABI). O entendimento é de que o problema precisa ser enfrentado enquanto ainda é possível impedir que as ocupações se consolidem e deem origem a novos núcleos de favelização.
Um dos exemplos mais próximos está em São José. Apesar de enfrentar uma pressão muito maior por invasões e ocupações irregulares que Biguaçu, o município vizinho desenvolve ações permanentes para impedir novas ocupações, especialmente em áreas públicas e de preservação ambiental.
Além do monitoramento constante de morros e locais com risco de invasão, São José mantém equipes que percorrem diariamente praças, viadutos, campos e demais espaços públicos para evitar ocupações irregulares e recolher armas e outros objetos que possam colocar a população em risco. Por que não fazer a mesma coisa aqui em Biguaçu?
Outro diferencial é a utilização de equipes formadas por policiais aposentados, profissionais com ampla experiência no trabalho de rua, responsáveis pelo monitoramento preventivo dessas áreas. A experiência tem apresentado resultados positivos no combate às invasões e na preservação do patrimônio público.
Para Biguaçu, uma das propostas é a criação, por meio de lei municipal, de um serviço permanente de fiscalização de áreas públicas. A medida dependeria do envio de um projeto pelo Poder Executivo e da aprovação da Câmara de Vereadores, permitindo a formação de equipes exclusivas para monitorar morros, áreas de preservação permanente e demais espaços públicos.
A discussão também envolve o crescimento da presença de pessoas em situação de rua ocupando praças, calçadas e áreas comerciais, tema que exige ações integradas de assistência social, segurança pública e fiscalização urbana. Em são José, como o leitor poderá comprovar nas fotos abaixo, muitas armas são encontradas com essas pessoas. As imagens que ilustram esta reportagem são de ações realizadas pela Prefeitura e demonstram o trabalho permanente de fiscalização em áreas públicas e de preservação ambiental. Entre as operações registradas estão o monitoramento de morros para impedir novas invasões, a retirada de construções irregulares em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e a apreensão de facas, simulacros de armas e outros objetos recolhidos durante as ações de ordenamento urbano. O modelo é apontado como uma referência de prevenção e fiscalização que poderia servir de exemplo para municípios vizinhos, como Biguaçu.
Outro episódio que reforçou a preocupação com a segurança ocorreu recentemente, quando um vídeo divulgado em uma rede social de Biguaçu mostrou um homem armado com uma faca abordando mulheres nas proximidades do Brasil Atacadista, localizado no bairro Universitário. As imagens repercutiram entre moradores e reacenderam o debate sobre a necessidade de reforçar a fiscalização e ampliar as ações preventivas em espaços públicos, buscando aumentar a sensação de segurança da população.
A principal preocupação é evitar que Biguaçu enfrente, no futuro, um cenário de favelização semelhante ao observado em grandes centros urbanos. Para especialistas e moradores, agir preventivamente é mais eficiente e menos oneroso do que tentar solucionar ocupações já consolidadas.
O Jornais em Foco já abordou o tema inúmeras vezes mas a inércia pública assusta. Já está na hora da FAMABI, SEPLAN, Câmara e Executivo Municipal acordarem.
Clique aqui e veja uma reportagem que o jornais em Foco já fez sobre o tema
Confira as fotos abaixo e veja o bom exemplo que acontece em São José