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O vereador de Florianópolis, Leonel Camasão, voltou a fazer críticas ao Governo de Santa Catarina ao questionar a destinação de recursos públicos ao Jornal Razão e a relação institucional entre o Executivo estadual, a Polícia Militar e o veículo de comunicação.
Segundo o parlamentar, o diretor e herdeiro do Jornal Razão, Lorran Barentin, foi condenado a 7 anos e 10 meses de prisão por tráfico de drogas em um processo com trânsito em julgado. Camasão também afirma que Barentin chegou a permanecer foragido após romper a tornozeleira eletrônica, foi recapturado e atualmente cumpre pena em regime aberto.
Durante seu pronunciamento, o vereador criticou o fato de o Governo do Estado ter destinado recursos de publicidade oficial ao veículo. De acordo com Camasão, os repasses já ultrapassam R$ 600 mil. Para o parlamentar, é incompatível que dinheiro público seja direcionado a um portal cujo diretor possui condenação criminal dessa natureza.
Camasão também criticou a linha editorial do Jornal Razão, classificando o veículo como ideológico e afirmando que, nas ocasiões em que foi citado em reportagens, não foi procurado para apresentar sua versão dos fatos. Na avaliação do vereador, o portal não observa princípios básicos da atividade jornalística, como o contraditório e a ampla apuração.
Outro ponto levantado pelo parlamentar foi a visita do governador Jorginho Mello à sede do Jornal Razão. Segundo Camasão, o governador esteve no local, posou para fotografias com Lorran Barentin e manteve aproximação institucional com o veículo, fato que, em sua avaliação, reforça os questionamentos sobre a relação entre o governo e o portal.
O vereador também chamou a atenção para a concessão da Medalha de Amigo da Polícia Militar a Lorran Barentin, entregue em março de 2026 pelo comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Emerson Fernandes. Conforme Camasão, o governador Jorginho Mello participou da cerimônia em que a homenagem foi realizada.
Diante da situação, o parlamentar informou que protocolará um ofício ao comandante-geral da Polícia Militar solicitando a revogação da honraria. Além disso, defendeu que sejam apurados os critérios que levaram à concessão da medalha e a relação entre integrantes da corporação e o Jornal Razão.
Para Leonel Camasão, tanto a destinação de verbas públicas ao veículo quanto a homenagem concedida pela Polícia Militar exigem esclarecimentos por parte das autoridades estaduais. O vereador sustenta que o caso deve ser tratado com transparência e rigor, diante do interesse público envolvido.