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Por Décio Baixo Alves
A Seleção Brasileira está eliminada da Copa do Mundo de 2026. A derrota por 2 a 1 para a Noruega, neste domingo, confirmou aquilo que já vinha sendo percebido ao longo da competição: o Brasil não tem mais o mesmo peso técnico, emocional e competitivo de outros tempos.
Foi uma eliminação dura, vergonhosa e simbólica. Uma equipe milionária, formada por jogadores valorizados no mercado internacional e comandada pelo italiano Carlo Ancelotti, apontado como o técnico mais bem pago da Copa do Mundo, deixou a competição apresentando um futebol pobre, previsível e sem alma.
Na primeira fase, o Brasil terminou em primeiro lugar. Mas isso não pode ser tratado como grande feito. O grupo brasileiro era considerado um dos mais fracos da Copa. Diante daquele cenário, classificar-se na liderança era obrigação.
Depois veio o Japão, já no mata-mata. Uma seleção organizada, que evoluiu muito, mas sem a tradição das grandes potências mundiais. Mesmo assim, o Brasil sofreu, passou aperto e conseguiu avançar no sufoco. O sinal de alerta estava ligado.
Contra a Noruega, a realidade apareceu de forma definitiva.
Bastou enfrentar um adversário mais competitivo para a Seleção Brasileira mostrar todas as suas limitações. Faltou técnica, faltou equilíbrio, faltou personalidade e faltou decisão nos momentos mais importantes.
Uma seleção que perde pênalti em jogo decisivo não pode querer ser campeã do mundo. Um time que desperdiça gol feito em Copa do Mundo paga caro. E o velho ditado do futebol se confirmou mais uma vez: quem não faz, leva.
O Brasil levou.
E foi eliminado.
A derrota mostrou uma Seleção fraca, sem criatividade e distante daquela equipe que um dia encantou o mundo. O Brasil pentacampeão ficou no passado. A camisa amarela, que antes impunha respeito, hoje já não assusta como antes.
O problema não é apenas perder. O problema é perder jogando pouco. É cair cedo. É ter jogadores milionários, estrutura milionária e o técnico mais caro da Copa do Mundo para entregar um futebol de time pequeno.
Falta humildade.
Falta amor à camisa.
Falta compromisso.
Sobra vaidade.
Sobra dinheiro.
Sobra marketing.
O futebol brasileiro precisa parar de viver de passado. O hexa não virá com estrelismo, redes sociais, contratos milionários ou salto alto. Virá apenas quando a Seleção voltar a respeitar o básico: jogar com raça, técnica, disciplina e responsabilidade.
Desde 1990, o Brasil não era eliminado tão cedo em uma Copa do Mundo. Por isso, a queda diante da Noruega entra para a história como uma das apresentações mais fracas e decepcionantes da Seleção Brasileira em Mundiais.
Depois de uma atuação tão medíocre, talvez a Seleção Brasileira nem devesse voltar de avião. Deveria voltar a remo para o Brasil, para pagar os pecados de tamanha vergonha dentro de campo.
O Brasil vai para casa. E vai para casa menor do que chegou.
Uma equipe de jogadores milionários, comandada pelo técnico mais bem pago da Copa do Mundo, mas com futebol de time pequeno.