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Os desafios de Alexandre de Souza como prefeito municipal

Ao assumir a Prefeitura de Biguaçu, novo chefe do Executivo terá a missão de manter o legado de investimentos deixado por Salmir Silva e construir sua própria marca administrativa

Colunista

Biguaçu

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Foto: Alexandre (esq. na foto) assume hoje (30/03/2026) a prefeitura de Biguaçu e tem muitos desafios pela frente

Por Décio Baixo Alves

Nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, Biguaçu vive um momento político importante com a posse do então vice-prefeito Alexandre Martins de Souza como novo prefeito municipal. A transição ocorre em razão da saída do prefeito Salmir Silva, que deixa o cargo para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. A mudança, no entanto, não representa apenas uma troca administrativa simboliza a continuidade de um projeto e, ao mesmo tempo, o início de um novo ciclo com desafios significativos.

Antes de abordar os desafios que recaem sobre os ombros de Alexandre, é preciso reconhecer o legado que está sendo deixado. Salmir Silva encerra sua trajetória como um verdadeiro estadista municipal. Ao longo de seis anos de gestão, consolidou parcerias, buscou recursos e estruturou um planejamento que agora exige continuidade. Na última sexta-feira, o prefeito anunciou um pacote robusto de obras que ultrapassa os R$ 104 milhões em investimentos para o município , um volume expressivo que demonstra planejamento, articulação política e capacidade administrativa.

Os leitores poderão acompanhar, nos links disponibilizados, as matérias detalhando esse pacote de investimentos, que contempla melhorias estruturais importantes para Biguaçu. Esse anúncio, feito às vésperas da transição, evidencia que Salmir deixa o cargo com projetos em andamento e recursos garantidos, saindo pela porta da frente.

Outro ponto relevante da gestão foi a habilidade política em construir pontes. Salmir manteve diálogo com diferentes correntes, inclusive com integrantes do PT em sua equipe, o que abriu canais com Brasília e viabilizou recursos federais importantes. Essa articulação tem gerado resultados concretos, com diversas obras financiadas por verbas da União chegando ao município.

Além disso, sua recente filiação ao Republicanos, partido alinhado ao governo estadual, também trouxe frutos imediatos. Na última quinta-feira, o governador esteve em Biguaçu e anunciou investimentos de R$ 18 milhões, incluindo a construção da nova sede da APAE. Na mesma oportunidade, confirmou ainda a destinação de mais R$ 10 milhões para a construção do molhe do Rio Biguaçu.

Esse conjunto de ações mostra uma característica marcante da gestão que se encerra: a ausência de picuinhas políticas e a busca por resultados concretos. Com vereadores aliados e uma equipe técnica comprometida, a administração somou emendas parlamentares, recursos estaduais e federais, formando um volume financeiro expressivo que agora precisa ser executado.

É justamente nesse ponto que surge o grande desafio de Alexandre Martins de Souza. Caberá a ele não apenas manter esse legado, mas também construir sua própria marca administrativa. A história política de Biguaçu oferece um exemplo claro. O ex-prefeito Castelo também deixou o cargo após seis anos com um conjunto importante de obras, como a macrodrenagem, o hospital de Biguaçu, a UPA e diversas pavimentações viabilizadas por recursos externos.

Naquela ocasião, o vice assumiu, mas não conseguiu dar continuidade com protagonismo. Faltou iniciativa, faltou busca por novos projetos, faltou construir uma identidade própria. A gestão que se seguiu acabou marcada por uma administração limitada, focada apenas em dar sequência ao que já estava pronto.

O desafio de Alexandre é justamente não repetir esse cenário. Não basta apenas “surfar” nas obras já anunciadas. Será necessário ir além: buscar recursos em Brasília, fortalecer a interlocução com o governo estadual, cobrar resultados de secretários e imprimir ritmo próprio à administração.

Alexandre é conhecido como uma figura política bem-quista, honrada e que surpreendeu nas urnas. Seu desempenho eleitoral mostrou força e capilaridade. Muitos reconhecem que o sucesso político da gestão anterior também passou por sua atuação. Agora, ele deixa a posição de coadjuvante e assume o protagonismo.

A expectativa é que o novo prefeito seja um gestor de ação, não apenas de gabinete. Um prefeito que circule, que cobre, que articule e que mantenha a cidade no caminho do desenvolvimento. Biguaçu já demonstrou, com gestões anteriores, que quando há planejamento e busca por recursos, os resultados aparecem.

O momento é de continuidade, mas também de afirmação. Alexandre Martins de Souza tem a oportunidade de construir sua carreira solo e deixar seu próprio legado. O caminho está pavimentado resta agora imprimir sua marca e escrever seu nome na história administrativa do município.

Clique aqui e leia matéria sobre os investimentos que ultrapassam 104 milhões