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Operação policial identifica grupo organizado por trás da “farra do boi” e indicia 40 homens por maus-tratos em SC

Investigação de mais de um ano revelou estrutura com organizadores, financiadores e transportadores de animais em eventos ilegais realizados no município de Governador Celso Ramos

Polícia

Governador Celso Ramos

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Foto: 40 homens são suspeitos em promover a farra do boi em Gov. Celso Ramos

Uma investigação da Polícia Civil de Santa Catarina resultou no indiciamento de 40 homens suspeitos de envolvimento em uma organização responsável por promover a chamada “farra do boi”, prática considerada crime de maus-tratos contra animais. A apuração ocorreu no município de Governador Celso Ramos e é considerada uma das maiores já realizadas no Estado contra esse tipo de atividade ilegal.

Segundo as autoridades, o trabalho investigativo durou mais de um ano e utilizou técnicas de inteligência policial, análise de imagens e quebra de sigilo telefônico e telemático para identificar os envolvidos. Ao todo, foram relacionados 22 episódios de prática ilegal, alguns deles sem registros formais anteriores.

As investigações revelaram que havia uma estrutura organizada para viabilizar os eventos clandestinos. Entre os participantes identificados estão pessoas responsáveis pela arrecadação de dinheiro, compra e transporte dos animais, além de indivíduos que auxiliavam na logística das ações. O grupo também realizava “vaquinhas” para custear despesas, incluindo possíveis multas e honorários advocatícios.

De acordo com a polícia, a repetição de nomes nas articulações e a divisão de tarefas reforçam a caracterização de associação criminosa. Agora, os investigados deverão responder pelos crimes perante o Ministério Público e a Justiça. As penas podem chegar a quatro anos de prisão, além de multas previstas na legislação ambiental.

A chamada farra do boi é considerada ilegal no Brasil desde 1998 e é enquadrada como crime de maus-tratos, já que envolve perseguição e sofrimento do animal até a exaustão. Apesar da proibição, casos ainda são registrados em comunidades do litoral catarinense.