Mostrar mais resultados...

O deputado estadual Mário Mota denunciou publicamente mensagens atribuídas a um professor da Universidade Federal de Santa Catarina que teriam sido enviadas a uma aluna e classificadas como conteúdo de assédio. De acordo com o parlamentar, o docente teria feito abordagens inadequadas, incluindo sugestões de cunho pessoal e insistência mesmo após a estudante afirmar estar em um relacionamento.
Segundo o deputado, o caso não seria isolado. Há relatos de comportamentos semelhantes desde 2014 e, conforme informado, ao menos dois processos administrativos já teriam sido abertos anteriormente contra o professor. A situação ganhou repercussão após alunas colarem prints das conversas nas paredes do prédio da universidade, acompanhados de cartazes com a frase “não aceitaremos mais o seu assédio”.
O parlamentar também destacou uma publicação antiga atribuída ao mesmo docente nas redes sociais, relacionada ao caso da estudante Catarina Karsten, assassinada na Praia do Matadeiro. Segundo ele, o comentário gerou indignação por tratar o episódio de forma considerada inadequada.
Diante da repercussão, a reitoria determinou o afastamento do professor por 60 dias, sem remuneração. Para Mário Mota, porém, a medida é insuficiente. O deputado defende que o caso seja investigado também na esfera criminal e que, caso as denúncias sejam comprovadas, haja punição com o máximo rigor.
O parlamentar ainda parabenizou as estudantes que denunciaram o caso e ressaltou a importância da atitude. Segundo ele, a exposição dos fatos contribui para proteger outras mulheres e reforça que situações de assédio não devem ser toleradas no ambiente acadêmico.