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O município de São José tem realizado uma intensa fiscalização para coibir invasões em áreas públicas e de preservação ambiental. Sempre que há tentativa de ocupação irregular, a prefeitura aciona imediatamente a Polícia Ambiental, que age de forma rápida, impedindo o início das construções e realizando demolições quando necessário.
Essa postura rigorosa, no entanto, tem provocado um efeito colateral preocupante: os invasores estão migrando para Biguaçu. Os Jornais em Foco receberam imagens que mostram novas construções surgindo em áreas de preservação ambiental, próximas ao fim da Avenida das Torres, já dentro do território de Biguaçu.
De acordo com informações obtidas pela reportagem, há indícios de que uma pessoa já conhecida por promover ocupações irregulares estaria loteando e vendendo terrenos sem documentação. Trata-se de uma invasão em massa, com obras avançando em regiões onde a construção é proibida por lei.
A situação acende o alerta para as autoridades municipais. A Famabi (Fundação Municipal do Meio Ambiente de Biguaçu) e a Secretaria de Planejamento são cobradas por uma atuação mais firme e constante, com vistorias regulares e medidas imediatas para evitar que o problema se consolide.
Moradores locais destacam o exemplo de São José, onde, segundo relatos, a demolição ocorre no ato da invasão, impedindo que o loteamento irregular se transforme em ocupação definitiva. Em Biguaçu, a preocupação é que, após erguidas as casas, os ocupantes consigam regularizar ligações de energia e água, tornando quase impossível a remoção.
A pergunta que fica é: as construções no final da Avenida das Torres, já em Biguaçu, são regulares? E o mais importante: o que a Prefeitura Municipal está fazendo para conter o avanço das invasões e evitar a formação de novas favelas na cidade?