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Leucemia Viral Felina: doença silenciosa e letal exige atenção redobrada dos tutores

Transmissível entre gatos por contato direto, a FeLV enfraquece o sistema imunológico e pode causar infecções graves, anemia e até câncer. Exames e vacinação são fundamentais na prevenção.

Saúde

Biguaçu

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Foto: Dra. Victoria Zortea (Famillevet) e seu paciente Teddie, gatinho testado negativo para FIV e FeLV por meio de teste rápido e PCR. (Foto Divulgação)

Por Victoria Zortea – Clínica Veterinária Famillevet (Biguaçu)

A Leucemia Viral Felina (FeLV) é uma das doenças infecciosas mais graves que afetam os gatos. Causada por um retrovírus que compromete o sistema imunológico, ela deixa o animal vulnerável a uma série de infecções oportunistas, além de poder causar anemia e diferentes tipos de câncer.

A transmissão ocorre, principalmente, por meio do contato direto com gatos infectados — seja através da saliva, secreções nasais ou até pelo compartilhamento de potes de água e comida. Por isso, a médica-veterinária Dra. Victoria Zortea (CRMV-SC 09343) alerta sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

“Esta é a doença infecciosa mais desafiadora para os felinos”, destaca a veterinária, pós-graduada em medicina de felinos.

Antes de introduzir um novo gato no ambiente, é indispensável realizar exames específicos, como ELISA ou PCR, para garantir que o animal não seja portador do vírus. Também é fundamental respeitar o período de isolamento e a chamada janela epidemiológica, que varia conforme a idade do felino. Mesmo gatos aparentemente saudáveis podem estar infectados de forma silenciosa, o que reforça a importância da testagem preventiva.

A FeLV tem prevenção! A vacinação com Nobivac V5 (MSD) é uma das formas mais eficazes de proteção, especialmente em casas onde há convivência entre vários felinos. O protocolo vacinal costuma envolver três a quatro doses, com intervalos de 21 a 28 dias, sempre sob orientação do médico-veterinário.

Contudo, a imunização não dispensa os cuidados básicos. É essencial evitar o contato com gatos desconhecidos ou sabidamente positivos, além de isolar novos animais antes de inseri-los no grupo. Essas medidas simples podem evitar a disseminação do vírus e garantir a saúde e bem-estar de todos os felinos da casa.