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No Em Foco Podcast, o apresentador Décio Alves recebeu Rodrigo Rosa, sócio fundador da Clima Luz, empresa especializada em engenharia elétrica, aterramento e sistemas de para-raios (SPDA). Com mais de 20 anos de experiência, Rodrigo falou sobre a importância da segurança elétrica, apresentou recomendações técnicas e compartilhou exemplos reais de problemas e soluções que envolvem instalações elétricas residenciais, comerciais e industriais.
Rodrigo nasceu em Florianópolis, cresceu em São José e se mudou para Iguaçu em 2013. “Eu sempre tive um carinho especial por Iguaçu. Quando vim morar aqui, trouxe minha empresa, que já tinha 20 anos de atuação. Hoje, estamos sediados aqui e atendemos principalmente a Grande Florianópolis, mas já atuamos em outras regiões do Brasil, como Rio Grande do Sul e Santa Catarina”, explicou.
Clima Luz: serviços e especializações
A Clima Luz atua em projetos, laudos, instalação e manutenção de sistemas elétricos, atendendo residências, comércios e indústrias. Rodrigo detalhou:
“Nossa empresa executa desde o projeto elétrico até a manutenção completa. Somos especialistas em SPDA e aterramento, mas também atuamos em toda a gama de instalações elétricas. O objetivo é garantir segurança, eficiência e conformidade com normas técnicas.”
Ele reforçou que o acompanhamento técnico desde o início do projeto é essencial:
“Ao adquirir um terreno, é fundamental consultar arquitetos, engenheiros civis e especialistas elétricos. Isso garante instalações seguras e otimiza o uso de energia, principalmente em sistemas fotovoltaicos.”
Aterramento: proteção essencial para vidas e equipamentos
Rodrigo destacou a importância do aterramento:
“O aterramento desvia descargas elétricas para a terra, protegendo não só equipamentos, mas principalmente a vida das pessoas. Hoje, 98,9% das instalações elétricas apresentam algum tipo de irregularidade, especialmente nessa parte.”
Ele explicou o funcionamento do DPS (Dispositivo de Proteção contra Surto):
“O DPS drena picos de tensão para a malha de aterramento. Equipamentos como TVs, computadores e ar-condicionado ficam protegidos contra surtos e descargas atmosféricas, evitando prejuízos e acidentes.”
Rodrigo alertou sobre a utilização de materiais inadequados:
“Cabos falsificados ou fora de norma são um problema grave. Por isso, sempre orientamos a contratação de um responsável técnico para supervisionar as instalações e garantir a compra de materiais de qualidade.”
Instalações monofásicas, bifásicas e trifásicas
O especialista explicou as diferenças e a importância de dimensionar corretamente a instalação elétrica:
“Hoje, com automação residencial e o aumento de equipamentos eletroeletrônicos, muitas residências precisam do sistema trifásico. Ele equilibra a carga elétrica e protege tanto os usuários quanto os equipamentos.”
Ele ainda ressaltou a relevância da energia fotovoltaica:
“A orientação solar do terreno e o cálculo da carga elétrica devem ser considerados desde o projeto. Isso garante eficiência energética e segurança das instalações.”
Especialização em para-raios (SPDA)
Rodrigo falou sobre sua especialização:
“Sempre tive curiosidade sobre para-raios. O SPDA protege a estrutura da edificação, os equipamentos e a vida humana. A NBR 5419, atualizada em 2015, trouxe diretrizes mais precisas para instalação, manutenção e segurança.”
Ele detalhou critérios de aplicação:
“Edificações acima de 20 metros ou com mais de 1.500 m² precisam de para-raios. Locais com inflamáveis ou explosivos exigem proteção mesmo em áreas menores. Fazemos análise preliminar de risco, projeto, execução e entrega completa com documentação técnica.”
Rodrigo comentou a evolução técnica nos prédios modernos:
“Hoje, cabos de para-raios são embutidos na estrutura do prédio, protegidos contra furtos e danos. Apenas o sistema de captação aérea fica exposto, seguindo normas rigorosas.”
Acidentes e estatísticas alarmantes
O especialista apresentou dados preocupantes:
“A cada 50 mortes por raios no mundo, uma ocorre no Brasil. Em Santa Catarina, em 2024, as descargas atmosféricas aumentaram 10%. Mais de 30 pessoas morrem por raios anualmente, mais de 50 por incêndios elétricos e 830 por acidentes de origem elétrica.”
Ele reforçou a importância da proteção com IDR (Dispositivo de Proteção Residual):
“O IDR detecta fugas de corrente acima de 30 mA, evitando fibrilação ventricular. Especialmente em períodos de férias escolares, crianças e adolescentes ficam mais vulneráveis.”
Crescimento da Clima Luz e atuação em Iguaçu
Rodrigo explicou a estrutura da empresa:
“Temos dois colaboradores fixos e terceirizamos serviços de civil, como pedreiros e carpinteiros, para adequações de SPDA em edificações existentes. Nosso objetivo é atender cada vez mais a população de Iguaçu, que está em grande crescimento, oferecendo soluções modernas em engenharia elétrica.”
Ele concluiu:
“Nosso foco é proteger vidas e estruturas, seja em residências, comércios ou indústrias. Segurança não tem preço e é nosso compromisso com cada cliente.”