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O ex-prefeito de Chapecó e pré-candidato ao Governo de Santa Catarina, João Rodrigues, fez duras críticas ao governador Jorginho Mello e à condução da investigação do chamado “Caso Orelha”, envolvendo denúncias de maus-tratos contra um cão no Estado.
Durante manifestação pública, João Rodrigues afirmou que o conteúdo das imagens citadas pelo governador “é de embrulhar o estômago” e destacou que a sociedade não tolera mais episódios de crueldade contra animais. No entanto, ele questionou a forma como a investigação foi conduzida e cobrou transparência do governo estadual.
Segundo Rodrigues, adolescentes envolvidos no caso teriam sido condenados antecipadamente pela opinião pública antes da conclusão definitiva das investigações. Ele afirmou ainda que os jovens sofreram ameaças e perseguições após o caso ganhar repercussão nacional e internacional.
O pré-candidato também criticou o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, acusando-o de transformar o caso em “espetáculo” e buscar visibilidade nas redes sociais. Para João Rodrigues, o delegado-geral deve atuar com discrição e imparcialidade, principalmente em investigações de grande repercussão.
Na declaração, Rodrigues defendeu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina para apurar a condução da investigação. Ele também pediu que o governador venha a público apresentar as imagens mencionadas por ele, afirmando que a divulgação é necessária para esclarecer os fatos e evitar dúvidas sobre possível proteção a pessoas influentes ou condenações precipitadas.
Ao final, João Rodrigues reforçou que defensores da causa animal não podem ser silenciados e que o caso precisa ser tratado com responsabilidade e transparência pelas autoridades.