Mostrar mais resultados...

O deputado estadual Mário Motta fez duras críticas ao pagamento de valores superiores a R$ 100 mil mensais ao ministro do Superior Tribunal de Justiça, Marcos Buzzi, afastado cautelarmente desde fevereiro após denúncias de assédio sexual contra uma jovem de 19 anos.
Segundo o parlamentar, os contracheques recentes apontam o recebimento de altos valores em indenizações somadas ao salário. Apenas em um dos meses, o ministro teria recebido R$ 66 mil em verbas indenizatórias, enquanto no mês anterior o valor chegou a R$ 72 mil, ultrapassando o teto do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46 mil.
Mário Motta destacou que o próprio Conselho Nacional de Justiça já possui entendimento de que, em casos de afastamento cautelar, verbas que não sejam estritamente salariais devem ser suspensas. Para o deputado, a manutenção desses pagamentos levanta questionamentos sobre privilégios dentro do sistema judiciário.
O parlamentar ressaltou ainda que não pretende antecipar julgamentos e defendeu o direito à ampla defesa durante a investigação. No entanto, afirmou ser impossível ignorar a repercussão do caso diante da gravidade das denúncias e dos valores pagos enquanto o magistrado permanece afastado de suas funções.
Mário Motta também criticou possíveis punições brandas em casos semelhantes e afirmou que, caso as denúncias sejam comprovadas, é necessário que haja responsabilização efetiva, sem medidas consideradas simbólicas ou insuficientes.