Mostrar mais resultados...

O município de Biguaçu esteve entre os alvos da “Operação Regalo”, deflagrada na manhã desta terça-feira (19) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC), órgãos ligados ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A ação investiga um suposto esquema de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos em cidades do litoral catarinense.
De acordo com o Ministério Público, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em residências, empresas e órgãos públicos localizados em municípios como Biguaçu, Piçarras, São João Batista, Itapema, Tijucas, Bombinhas, Porto Belo, Itajaí, Timbó e Indaial, além da cidade de Colíder, no Mato Grosso.
As investigações apontam a atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e empresários suspeitos de manipular contratos e direcionar licitações mediante pagamento de propina. Segundo o MPSC, somente em Balneário Piçarras os valores ligados às vantagens ilícitas ultrapassam R$ 485 mil.
Entre os presos está o prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), detido preventivamente durante a operação. As apurações indicam que o grupo investigado atuava de maneira estruturada, com divisão de tarefas entre núcleos políticos e empresariais.
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina autorizou as medidas judiciais após pedido apresentado pela Subprocuradoria-Geral para Assuntos Jurídicos do MPSC. A investigação segue em andamento e novas fases da operação não estão descartadas pelas autoridades.