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Dinheiro passa a definir resultados no futebol brasileiro, afirma Tullo Cavallazzi

Advogado e conselheiro do Avaí Futebol Clube diz que camisa já não decide partidas e defende investimentos como única saída para clubes tradicionais

Esportes

Santa Catarina

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Foto: Tullo Cavallazzi falou sobre os desafios financeiros do futebol moderno

O advogado e conselheiro do Avaí Futebol Clube, Tullo Cavallazzi, afirmou durante participação no programa Sala VIP, da CBN Floripa, que o futebol brasileiro vive uma nova realidade econômica, em que o poder financeiro passou a ser determinante para os resultados dentro de campo.

Segundo Cavallazzi, o futebol deixou de ser decidido apenas pela tradição das camisas e passou a depender diretamente da capacidade de investimento dos clubes. Para ele, hoje é possível identificar favoritos em confrontos analisando apenas o orçamento das equipes.

“O futebol virou economicamente definidor do resultado esportivo. Não se faz mais um time apenas no 11 contra 11. Quem tem mais dinheiro consegue trazer jogadores melhores, mais preparados fisicamente, psicologicamente e tecnicamente”, destacou.

Durante a entrevista, Tullo citou exemplos de clubes com folhas salariais elevadas e explicou que o mercado esportivo passou a funcionar como qualquer outro segmento profissional, onde atletas mais qualificados possuem maior valor financeiro.

O conselheiro também comentou a dificuldade enfrentada por clubes tradicionais como Figueirense Futebol Clube e Avaí para manter competitividade nacional. Segundo ele, a limitação de público nos estádios e a mudança no comportamento do torcedor reduziram drasticamente as receitas tradicionais do futebol.

“Existe uma crise de público no mundo. Hoje o futebol disputa atenção com streaming, apostas esportivas, televisão e múltiplas transmissões ao mesmo tempo. Antigamente havia apenas uma forma de assistir ao jogo”, afirmou.

Tullo Cavallazzi ainda defendeu que os clubes precisam encarar a realidade financeira fora da paixão das torcidas. Para ele, apesar da grandeza histórica das equipes catarinenses, os balanços financeiros mostram outra realidade.

“No coração do torcedor somos gigantes, clubes de campeonato mundial. Mas na última linha do balanço nós não somos clubes de Série A”, declarou.

Ao falar sobre modelos de investimento, o advogado explicou que depender apenas de doações ou empréstimos pessoais se tornou inviável no futebol moderno. Ele relembrou situações de antigos dirigentes que aportaram recursos próprios sem retorno financeiro e afirmou que o caminho mais viável atualmente é atrair investidores dispostos a participar do negócio do futebol.

“Ter um sócio forte, com capacidade financeira e vontade de ganhar dinheiro junto com o clube, hoje parece ser a única saída”, concluiu.

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