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Por Bruno Souza
Quem diria? Ao que parece, salvar a democracia virou um baita negócio. Desde que se tornou ministro do Supremo Tribunal Federal em 2017, Alexandre de Moraes praticamente triplicou seu patrimônio. O chamado “herói da democracia”, na visão de setores da esquerda, que condena idosos de 71 anos por conta de PIX de R$ 500, multiplicou seu patrimônio imobiliário como se fosse dono de um cassino em Las Vegas.
Uma reportagem do Estadão revelou que, apenas nos últimos cinco anos, Moraes e sua esposa compraram R$ 21,4 milhões em imóveis, todos pagos à vista, sem financiamento, sem parcelas, no cash. Hoje, o casal possui 17 imóveis que totalizam R$ 31,7 milhões. Desde que assumiu o cargo no STF, o patrimônio aumentou 266%.
Entre os bens estão mansão em Brasília, apartamento de luxo em São Paulo e dois imóveis em Campos do Jordão destinados ao descanso. Tudo isso enquanto cidadãos comuns são investigados e condenados por transferências de valores relativamente baixos.
Mas há um detalhe importante: os R$ 23,4 milhões correspondem ao valor declarado em cartório. No Brasil, é sabido que imóveis de luxo raramente são adquiridos pelos valores oficiais. Na prática, os preços costumam ser bem maiores. Isso levanta a suspeita de que propriedades possam ter sido adquiridas abaixo do valor de mercado, uma prática frequentemente associada à ocultação de pagamentos ou retribuições indiretas.
Comprar imóveis por valores reduzidos é uma das formas mais clássicas de lavagem de dinheiro ou de compensação por favores, sem deixar rastros evidentes no Imposto de Renda. Diante disso, surge a pergunta: é esse o defensor da lei que muitos veneram? Um homem que acredita ter autoridade moral para destruir a vida de pequenos brasileiros, aposentados, trabalhadores, pessoas que lutam para chegar ao fim do mês enquanto ele e sua família acumulam patrimônio milionário?
Para muitos, o contraste é evidente: rigor para uns, silêncio para outros. A democracia, nesse cenário, parece ter se transformado em discurso conveniente e extremamente lucrativo.