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O Comitê Olímpico internacional bani a aberração de ter atletas trans disputando com mulheres

Já aqui no Brasil um deputado trans preside a comissão das mulheres no Congresso Federal

Colunista

Biguaçu

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Jornais em Foco

Foto: Deputada Erika Hilton, ou melhor, Felipe Santos

A decisão do Comitê Olímpico Internacional de restringir a participação de atletas trans em competições femininas foi assertiva. Essa aberração de ver atletas trans em competições internacionais femininas era um contraste.
O Comitê Olímpico fez o que diversas instituições ainda evitam: tomou uma decisão baseada na ideia de preservar a lógica das categorias femininas. Para quem defende essa visão, a medida representa o reconhecimento de que o esporte precisa garantir igualdade real de condições entre competidoras.
Enquanto isso, no Brasil, a situação caminha em sentido oposto. Na Câmara dos Deputados, a Comissão das Mulheres é presidida pelo deputado Felipe Santos, que é trans e se auto denomina de Erika Hilton. Recentemente Hilton, ou melhor Santos, foi envolvida em polêmicas em usar verba pública com cabeleireiros como assessores com o objetivo de alisar as suas jubas e utilizar bolsas de grife contradizendo sua versão alardeada no passado contra o capitalismo de consumo. Erica, ou melhor, Felipe, é uma representação clara que poderia ser a capa do livro A Revolta dos Bichos de George Orwell diante de tanta contradição do que prega e do que faz. Ela, ou melhor, ele é daquelas pessoas que “usa o comunismo como doutrinação e capitalismo de consumo para si próprio”.
A Comissão das Mulheres existe justamente para discutir políticas públicas voltadas à realidade feminina. Sob essa ótica, entende-se que a presidência deveria ser exercida por uma mulher de verdade que represente diretamente essa vivência. Essa incoerência enfraquece o propósito original do colegiado e gera questionamentos legítimos sobre critérios de representatividade.
O contraste com o que ocorreu no cenário internacional é evidente. Enquanto o Comitê Olímpico Internacional estabelece limites claros para proteger a categoria feminina no esporte, o Congresso brasileiro segue permitindo situações que distorcem o objetivo de estruturas criadas especificamente para mulheres.
Se o esporte internacional adotou parâmetros para garantir equilíbrio e coerência, o Parlamento brasileiro poderia, ao menos, abrir uma discussão semelhante. O exemplo está dado. Cabe agora aos deputados refletirem se faz sentido manter, sem questionamentos, decisões que contradizem a finalidade das próprias comissões que integram.
O debate é sensível, mas necessário. Instituições fortes se constroem com coerência. Coerência significa respeitar o propósito original de cada espaço, seja no esporte, seja na política.
Tá na hora do Congresso Brasileiro se espelhar no Comitê Olímpico Internacional.