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Luiz Carlos Zunino: “A política só vai mudar quando as pessoas de bem deixarem o silêncio”

Empresário palhocense detalha sua trajetória de vida, superação e empreendedorismo em entrevista ao Em Foco Podcast, e confirma pré-candidatura a prefeito pelo Partido Novo, defendendo gestão técnica, transparência e o fim dos privilégios políticos

Entrevista

Palhoça

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Jornais em Foco

Foto: Empresário Luiz Carlos Zunino fala sobre trajetória de vida, gestão eficiente e pré-candidatura pelo Partido Novo (Foto Divulgação)

O Em Foco Podcast recebeu nesta semana o empresário Luiz Carlos Zunino, uma das figuras mais conhecidas do setor empresarial de Palhoça. Aos 51 anos, ele acumula quase três décadas de atuação no comércio e na hotelaria, e agora se prepara para uma nova missão: é pré-candidato a prefeito pelo Partido Novo, legenda que vem crescendo em Santa Catarina e conquistando destaque nacional com modelos de gestão técnica e eficiente.

Durante a entrevista conduzida pelo jornalista Décio Baixo Alves, Zunino falou com emoção sobre suas origens humildes, a trajetória no mundo dos negócios, os desafios de empreender no Brasil e a decisão de ingressar na política movido pela indignação com a falta de ética e profissionalismo na gestão pública.

Raízes humildes e o espírito do trabalho

Nascido em Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí, Zunino chegou a Palhoça com apenas dois anos de idade, quando sua família buscou recomeçar a vida após perder uma safra de fumo. Seu pai, homem simples e trabalhador, passou a sustentar a casa com a pesca e a prática de serviços odontológicos básicos na comunidade da Barra do Aririú, onde ficou conhecido e respeitado.

“Sou filho e neto de agricultores, mas posso dizer com orgulho que sou um verdadeiro manezinho. Foi aqui em Palhoça que aprendi o valor do trabalho, da palavra e da honestidade. A cidade me deu tudo, e eu quero retribuir”, afirmou.

Desde muito jovem, Zunino já demonstrava o espírito empreendedor. Com apenas 23 anos, abriu sua primeira mercearia no bairro Caminho Novo, trabalhando longas horas todos os dias. “Trabalhava das seis da manhã até quase meia-noite. Eu sabia que, se não fosse pelo esforço, nada viria fácil. Aprendi a lidar com pessoas, com fornecedores, com contas. Tudo na raça”, relembrou.

Da churrascaria ao hotel: o desafio de empreender em tempos difíceis

O sucesso no comércio abriu caminho para o ramo da gastronomia. Nascia então a Churrascaria Zunino, que se tornaria um dos pontos de referência da cidade por mais de duas décadas. Ao lado da esposa Giane, o empresário comandou o restaurante por 21 anos, tornando-se um dos nomes mais respeitados no setor.

“Foram tempos de muito trabalho e de aprendizado. Empreender no Brasil é um ato de coragem. A burocracia, a carga tributária e a falta de incentivo ao pequeno empresário desanimam muita gente. Mas nós perseveramos. Sempre acreditei que com seriedade e esforço, o resultado vem”, destacou.

Em 2019, Zunino decidiu se reinventar e iniciou a construção do Hotel Zunino, empreendimento que enfrentou o desafio inesperado da pandemia de Covid-19. “Imagine construir um hotel e terminar a obra no meio da pandemia, quando tudo estava fechado. Foi um teste de fé, de resiliência. Mas graças a Deus e à equipe que me acompanha, conseguimos superar”, contou.

Hoje, o Hotel Zunino é um dos principais pontos de hospedagem da cidade, com 52 unidades voltadas para representantes comerciais, viajantes e turistas que transitam pelas BRs 101 e 282. “Nosso público é formado por pessoas que trabalham viajando. Queremos oferecer conforto, segurança e boa hospitalidade. Palhoça é uma cidade de passagem, mas também de oportunidades”, explicou.

Além do hotel, o empresário está concluindo um novo investimento na área de combustíveis, com previsão de inauguração ainda neste ano. O empreendimento contará com conveniência, restaurante e área de descanso, voltado principalmente para motoristas e viajantes. “Acredito no potencial de Palhoça. A cidade cresce a cada ano e precisa de empresários que acreditem e invistam aqui, com seriedade e visão de futuro”, disse.

Da indignação à política: “Chegou a hora de agir”

O passo rumo à política, segundo Zunino, nasceu de um sentimento de indignação com o cenário público. “Durante anos, eu observei as mesmas pessoas, os mesmos grupos, repetindo promessas e sem entregar resultados. Enquanto a classe política se beneficia, o cidadão e o empresário pagam a conta. Chegou o momento de transformar essa indignação em ação”, afirmou.

A identificação com o Partido Novo foi imediata. Zunino contou que buscava uma legenda sem coligações obscuras, que defendesse meritocracia, gestão técnica, eficiência e responsabilidade fiscal. “O Novo é o único partido que não usa dinheiro público de fundo eleitoral. Cada candidato banca sua própria campanha, o que já mostra independência. É isso que quero levar para a prefeitura: gestão de verdade, com gente capacitada, e não com apadrinhados políticos”, explicou.

Ele enfatizou que a chapa do Partido Novo em Palhoça será 100% pura, sem alianças com partidos tradicionais. “Queremos formar um time de pessoas competentes, honestas e dispostas a servir. Não há espaço para cabides de emprego. A prefeitura tem que funcionar como uma empresa: com planejamento, metas e resultados mensuráveis”, ressaltou.

Zunino também citou o exemplo de Adriano Silva, prefeito de Joinville pelo Partido Novo, que tem 93% de aprovação popular. “Joinville é a prova de que dá para fazer diferente. Adriano escolheu secretários por mérito, e não por favores políticos. Esse é o modelo que Palhoça precisa”, completou.

Valorização da mulher e o despertar da sociedade

Durante a entrevista, Zunino fez questão de destacar o papel da mulher na política e na sociedade. “A mulher é mais participativa, mais sensível às necessidades da comunidade. É um absurdo que Palhoça não tenha hoje nenhuma vereadora. Quero trabalhar para mudar isso, para termos mulheres atuantes e representando a população”, afirmou.

Para ele, o maior desafio político do Brasil está na omissão das pessoas de bem. “A grande maioria da sociedade é composta por gente honesta, trabalhadora, mas que prefere o silêncio. Esse silêncio é o que mantém os maus políticos no poder. A política só vai mudar quando as pessoas de bem deixarem o silêncio e se envolverem. Reclamar não muda nada — participar muda tudo”, concluiu.

Clique aqui e veja a entrevista