Mostrar mais resultados...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mostrar mais resultados...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Ex-prefeito de Biguaçu, Ramon Wollinger, rebate condenação por improbidade e diz que ação foi em defesa da saúde

Em vídeo divulgado nas redes sociais, ex-prefeito afirma que decretos de emergência foram necessários para evitar a interrupção de serviços essenciais na UPA 24 horas e nega irregularidades

Justiça

Biguaçu

Logo Jornais em Foco

Jornais em Foco

Foto: Ex-prefeito Ramon Wollinger divulga sua versão sobre a condenação por improbidade administrativa (Foto Divulgação)

O ex-prefeito Ramon Wollinger divulgou um vídeo nas redes sociais em que rebate a condenação por improbidade administrativa proferida pela Justiça da Comarca de Biguaçu, em sentença publicada em 3 de dezembro de 2025, e afirma que seus atos foram motivados pela necessidade de manter serviços de saúde à população.

Em sua manifestação, Wollinger afirma que a condenação referida na matéria jornalística não ouviu sua versão dos fatos e que, por isso, decidiu usar o vídeo para esclarecer a situação diretamente ao público. “Está toda a minha defesa aqui para você ler, se você tiver tempo, leia a minha defesa a respeito do que é esse processo”, disse o ex-prefeito no início de sua declaração.

Segundo ele, a controvérsia envolve o atendimento de exames laboratoriais na UPA 24 horas do município: uma empresa fornecedora teria comunicado que deixaria de prestar os serviços, o que, na visão do então gestor, colocaria em risco o atendimento à população. “A UPA vai ficar sem exames. O que eu fiz? Foi aconselhado a fazer um decreto de emergência, já que era uma emergência, para contratar uma empresa até que fizesse uma licitação. E foi isso que eu fiz”, afirmou Wollinger.

O ex-prefeito questionou o que outros gestores fariam no seu lugar diante da possibilidade de descontinuidade de um serviço essencial: “Deixaria a UPA 24 horas sem exames, correndo o risco de pessoas perderem a vida por causa disso? Ou faria esse decreto de emergência? Eu fiz, faria novamente quantas vezes precisasse”, disse, defendendo sua conduta.

Wollinger também rebateu críticas sobre a referência a valores de serviços, afirmando que a Tabela do SUS, frequentemente apontada como parâmetro de preço está desatualizada e que o valor contratado foi, na prática, inferior ao praticado no mercado.

O ex-prefeito ainda convidou o público a participar de uma enquete em seu “story”, perguntando se, na mesma situação, outras pessoas adotariam a mesma medida. “Eu e o Castelo fomos os prefeitos que mais fizemos pela saúde da história dessa cidade. Por isso que jamais eu deixaria a UPA 24 horas sem exames”, concluiu.

Contexto da condenação

Na sentença original, a juíza da 2ª Vara Cível de Biguaçu considerou que decretos de emergência foram usados para justificar dispensas de licitação sem respaldo fático ou jurídico, caracterizando “emergências fabricadas” que beneficiaram a mesma empresa em contratos para exames laboratoriais,  contratada sem concorrência formal.

A decisão incluiu penalidades ao ex-prefeito, como suspensão dos direitos políticos por oito anos, multa civil e obrigação de ressarcir prejuízo ao erário. A Justiça também entendeu que houve sobrepreço e ausência de justificativas técnicas para os decretos de emergência.

Defesa e próximos passos

Na sua defesa, Wollinger nega qualquer irregularidade ou intenção de causar dano ao erário, sustentando que os atos foram exercícios legítimos de gestão para garantir a continuidade dos serviços públicos. Ele afirma que agiu dentro de suas competências como chefe do Executivo e que não houve dolo ou benefício pessoal.

A decisão ainda pode ser reexaminada em instâncias superiores, com possibilidade de recurso ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

Clique aqui e assista o vídeo de Ramon se defendendo

Clique abaixo nos links e leia outras matérias relacionadas

Ex-prefeito de Biguaçu, Ramon Wollinger, é condenado por improbidade administrativa em esquema de “emergência fabricada” na Saúde

“Emergência fabricada”: entenda como funcionava o esquema que levou à condenação de Ramon Wollinger em Biguaçu

Genivalda Ronconi afirma que vai processar o Ministério Público e o ex-secretário Daniel Luz