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A greve dos servidores municipais de Florianópolis entrou em um novo momento de tensão nesta semana. Após a demissão de 164 trabalhadores contratados em caráter temporário, manifestantes passaram a ocupar a frente da prefeitura da Capital catarinense em protesto contra a decisão da administração municipal.
A paralisação, organizada pelo Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis), já dura 17 dias e segue afetando setores da educação e da saúde. Segundo a prefeitura, as exonerações ocorreram por faltas consideradas injustificadas durante o período da greve. Os desligamentos foram publicados no Diário Oficial do município.
O movimento grevista começou após servidores rejeitarem a proposta apresentada pela gestão do prefeito Topázio Neto durante as negociações da data-base. Entre as reivindicações da categoria estão reajustes salariais, realização de concursos públicos, redução das terceirizações e mudanças em portarias ligadas à educação municipal.
Mesmo após decisão da Justiça que considerou a greve ilegal e determinou o retorno dos trabalhadores às atividades, o sindicato decidiu manter a mobilização. A prefeitura também anunciou descontos salariais aos profissionais que aderiram à paralisação.
De acordo com a administração municipal, escolas, unidades de saúde e creches seguem funcionando parcialmente. Já o sindicato afirma que a adesão ao movimento continua alta em diferentes setores do serviço público da Capital.
A ocupação em frente ao prédio da prefeitura elevou ainda mais o clima de confronto entre servidores e governo municipal, enquanto novas assembleias da categoria seguem previstas nos próximos dias.