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O futuro partidário do prefeito de Biguaçu, Salmir da Silva, segue movimentando os bastidores da política catarinense. A coluna Café com Ânderson, da NSC, apontou que a filiação de Salmir ao Republicanos é praticamente certa. O partido, que vem reunindo lideranças de peso em um “pacotão” político articulado pelo governador Jorginho Mello, considera o prefeito uma peça estratégica para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026.
Apesar da sinalização favorável ao Republicanos, Salmir também mantém diálogo com o Podemos, partido comandado em Santa Catarina pela deputada estadual Paulinha. Uma eventual filiação abriria caminho para uma possível dobradinha eleitoral com a parlamentar, reforçando a base do Podemos na Grande Florianópolis.
Salmir já confirmou que deixará a Prefeitura em abril de 2026 para concorrer ao cargo de deputado estadual. A definição sobre a legenda, no entanto, ainda depende de cálculos políticos: enquanto no Republicanos e no Podemos o quociente eleitoral gira em torno de 22 a 23 mil votos, no MDB, sua atual sigla, o número é bem mais elevado — entre 35 e 40 mil votos.
Paralelamente, o ex-prefeito Tuta, derrotado por Salmir na eleição de 2024, sinalizou que reencontrará o MDB tão logo Salmir formalize sua saída da legenda. Esse retorno pode ter peso significativo na reorganização interna do partido em Biguaçu, especialmente diante do provável vácuo deixado pelo prefeito .
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Resumo da Situação Partidária de
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Partido |
Situação Atual |
Vantagens Potenciais |
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Republicanos |
Filiação quase confirmada (NSC) |
Estrutura estratégica coordenada pelo governador; “pacotão” robusto |
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Podemos |
Acompanhado de negociação com Paulinha |
Possível dobradinha eleitoral; alternativa viável e regionalmente forte |
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MDB (atual) |
Presente, mas com exigência eleitoral alta |
Base mais ampla no Estado, mas voto mínimo mais elevado (35–40 mil) |