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O Brasil vive um colapso silencioso no empreendedorismo. Segundo dados do Mapa de Empresas, 2,4 milhões de negócios encerraram as atividades em 2024, um aumento de quase 12% em relação ao ano anterior. Os números da Serasa Experian apontam um quadro ainda mais preocupante: 8 milhões de empresas inadimplentes, equivalentes a 31,6% dos CNPJs ativos no país.
Para Cleiton Querobin, fundador da Bethel Educação, esses números refletem um problema estrutural: a falta de profissionalização e preparo dos empreendedores brasileiros. “Grande parte das empresas quebra não por falta de oportunidade, mas por falta de gestão. O empreendedor brasileiro é esforçado, mas ainda improvisa demais. Falta método, falta visão estratégica e sobra tentativa e erro. A principal causa de falência é a falta de profissionalização”, afirma.
Segundo o Sebrae, micro e pequenas empresas respondem por 8 em cada 10 empregos formais e representam 99% dos CNPJs ativos no país. No entanto, pesquisa do IBGE mostra que 6 em cada 10 empresas não sobrevivem mais de cinco anos. Por trás dessas estatísticas estão histórias de famílias que viram seus sonhos ruírem diante da burocracia, da alta carga tributária e da dificuldade de adaptação às novas tecnologias. “Empreender não é abrir um CNPJ. É lutar todos os dias para construir o futuro do país. O Brasil precisa de empreendedores mais preparados, com metodologia e ferramentas para competir em alto nível”, reforça Querobin.
Movimento pela transformação
Em meio à incerteza do cenário econômico, Cleiton Querobin lidera um movimento nacional pela profissionalização dos pequenos negócios. O diferencial do método desenvolvido pela Bethel Educação está na integração da Inteligência Artificial ao ensino de gestão. A instituição demonstra como pequenos e médios empresários podem automatizar atendimentos, reduzir custos operacionais, mapear dados e aumentar conversões de vendas.
“Quem não aprender a usar inteligência artificial vai ser substituído por quem já usa. A tecnologia não é uma ameaça, é a chance de o pequeno competir de igual para igual com os grandes”, alerta Querobin. Ele enfatiza que a tecnologia deve ser usada para otimizar o tempo e liberar o empresário para pensar em estratégia. “Quem não se profissionalizar e não adotar tecnologia estará condenado a se tornar mais um número no gráfico de falências. O empreendedor do futuro não é o que trabalha mais, é o que pensa melhor”, complementa.
O papel das micro e pequenas empresas na geração de renda e inclusão social é reconhecido até pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar nº 123/2006). Mas, segundo Querobin, nenhuma política pública será suficiente sem compromisso individual com o aprendizado contínuo. “Se o Brasil depende do empreendedor, o empreendedor depende de conhecimento. Meu convite é claro: una-se a esse ecossistema de transformação e seja o próximo empresário a transformar o destino do seu negócio”.
Linha do tempo do movimento de Cleiton Querobin e da Bethel Educação
Sobre a Bethel Educação
Fundada em Chapecó (SC), a Bethel Educação é referência nacional em formação empreendedora. Com mais de 170 mil alunos em 38 países, promove o desenvolvimento de empresários e líderes por meio de cursos, mentorias e eventos que combinam gestão, mentalidade e tecnologia. A instituição possui unidade em Alphaville (SP) e conta com especialistas em performance, cultura e posicionamento.