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A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Manutenção da Cidade, inicia na noite desta quinta-feira, 18, as atividades para recuperar o trecho de cerca de 300 metros da orla dos Ingleses, no Norte da Ilha, que sofreu com ressacas recentes. A área, localizada na ponta sul da praia e bem menor que os mais de 3km que passaram por alargamento, foi impactada por episódios de avanço das marés associados à atuação de sistemas meteorológicos, com intensidade e duração prolongada, que provocaram erosão costeira e transporte de sedimentos.
Para a recuperação, será necessário reaver um volume de cerca de 4 mil metros cúbicos de areia depositado pelas marés na foz do Rio Capivari. O corpo hídrico desagua na praia dos Ingleses e recebe a maior parte da areia quando há erosão pela força das águas e do vento. A retirada será realizada com o uso de dragas, ao longo da noite, com deposição nas margens, onde o material deve aguardar para ser destinado ao ponto a ser recuperado.
A partir da noite desta sexta-feira, 19, quando a areia já estiver mais seca, será realizado o transporte do montante até o trecho erodido com o uso de caminhões. Essa etapa deve levar cerca de 4 dias, sempre no período noturno, e será devidamente sinalizada por toda a orla, garantindo a segurança dos banhistas ou pedestres que circulam na região.
A intervenção tem caráter emergencial e objetiva restabelecer as condições de uso da praia. “Estamos falando de uma manutenção emergencial em resposta a um cenário de erosão mais severo do que o habitual no município. Só agora, com a chegada do verão, temos maior tranquilidade acerca da capacidade de sucesso na recuperação, uma vez que essa é a época em que deixamos de ter uma situação mais adversa no mar. Todo o procedimento segue os critérios técnicos e ambientais necessários”, explica o secretário municipal de Infraestrutura e Manutenção da Cidade, Rafael Hahne.
Apesar da ação, o município segue estudando soluções duradouras para a região. “Se a força das marés tem tido incremento no potencial de dano, tendo em vista os estragos associados, precisamos estruturar um projeto de recomposição que construa um cenário de maior resiliência nesse trecho. Nossas equipes técnicas tem se debruçado sobre isso, buscando estratégias para mitigar os riscos a médio e longo prazo”, complementa Hahne.