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Em ato de insatisfação com a situação financeira do clube, as jogadoras do Avaí/Kindermann protestaram antes da partida de volta da semifinal do Campeonato Catarinense Feminino, exibindo uma faixa com a frase “Paguem nosso salário”. 
O clube vinha sendo pressionado por atrasos nos pagamentos: segundo o relato das atletas, há débitos de quatro meses de salário para elas e cinco meses para a comissão técnica.  Além disso, fornecedores e prestadores de serviço também aparecem com pendências financeiras junto ao time. 
Apesar do protesto, o Avaí/Kindermann conseguiu garantir a vaga na final, vencendo o Marcílio Dias por 3 a 0 no confronto decisivo.  A decisão estadual será disputada contra o Criciúma, em partidas nos dias 19 e 26 de outubro. 
Em nota oficial, o Avaí afirmou que a gestão do futebol feminino é de responsabilidade da Associação Esportiva Kindermann (AEK) e que já repassou R$ 1.068.165,94, valor 25% superior ao orçamento inicialmente aprovado de R$ 800 mil.  O clube disse ainda que busca recursos adicionais para honrar os compromissos o mais breve possível.  Fontes ligadas à AEK relataram que ficou acordado que os débitos seriam quitados até 20 de outubro, após reunião entre dirigentes e atletas. 
A manifestação das atletas representa um alerta sobre a precariedade ainda presente no futebol feminino brasileiro, evidenciando os desafios estruturais, contratuais e financeiros que muitas mulheres enfrentam na modalidade.