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Em meio às belezas naturais de Governador Celso Ramos, um antigo hotel de luxo chama a atenção não apenas por sua imponente estrutura, mas pela aura de mistério que o envolve. O Hotel Tinguá, que foi um dos empreendimentos mais sofisticados do litoral de Santa Catarina entre as décadas de 1980 e 1990, hoje está em ruínas — e cercado por lendas que misturam tragédias reais e relatos sobrenaturais.
O local pertencia a Eliane, uma empresária conhecida na região, e chegou a receber hóspedes de todo o país. No entanto, após a morte da proprietária, uma disputa judicial entre os herdeiros acabou transformando o patrimônio em palco de uma tragédia. Segundo relatos, um dos filhos de Eliane teria mandado matar o próprio irmão em meio à briga por herança. Pouco tempo depois, o acusado foi preso como mandante do crime, mas liberado por meio de um habeas corpus. Temendo voltar à prisão, ele se suicidou.
Desde então, o hotel — localizado no alto de uma colina, com vista privilegiada para o mar — permanece abandonado. O que antes era símbolo de luxo e conforto, agora apresenta um cenário de degradação: telhados quebrados, móveis espalhados, janelas arrancadas e pichações por todos os lados.
O estado de abandono, aliado à trágica história da família, deu origem a diversas lendas urbanas. Moradores da região e visitantes relatam sons estranhos, vultos e fenômenos inexplicáveis. Com o tempo, o local passou a atrair aventureiros e grupos de estudos paranormais, que buscam registrar atividades sobrenaturais dentro das antigas instalações.
Atualmente, o imóvel pertence às noras da falecida Eliane. Elas chegaram a tentar vender o terreno para a construção de um loteamento de casas, mas o processo foi embargado pela Justiça por irregularidades na documentação.
Entre o luxo do passado e o mistério do presente, o Hotel Tinguá segue como um dos lugares mais enigmáticos e mal-assombrados de Santa Catarina — um ponto onde a beleza e a tragédia se encontram.