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Falando de Futebol - Por Júnior Moresco (27/02/2026)

Uma visão franca e apaixonada sobre o nosso esporte, por Júnior Moresco.

Colunista

Santa Catarina

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Jornais em Foco

Foto: Carlos Renaux

Olha… se alguém decretou o rebaixamento do Carlos Renaux antes da hora, vai ter que rever o discurso.

O que se viu foi um time com o coração na ponta da chuteira, jogando como se cada bola fosse a última. E foi assim, na raça, na entrega e no famoso “não acabou enquanto eu estiver respirando”, que o Carlos Renaux venceu o Marcílio Dias por 2 a 1 e jogou uma bomba no quadrangular do descenso.

O que parecia encaminhado virou um verdadeiro nó.

Com a vitória, o Renaux chegou aos mesmos 10 pontos do Marcílio Dias. A diferença? O saldo.
O Marinheiro tem saldo +3.
O Renaux ficou zerado.

Ou seja: está tudo aberto.

E quando eu digo tudo aberto, é tudo mesmo.

O Renaux agora vai a Florianópolis enfrentar o Figueirense na última rodada. Já o Marcílio recebe o Joinville. E aí começa aquele roteiro digno de filme dramático de fim de campeonato.

O Figueirense, com apenas 4 pontos e saldo -2, está respirando por aparelhos. Precisa primeiro vencer o Joinville no Norte do Estado. Se não vencer, acabou. Se vencer, ainda terá que bater o Renaux na última rodada. E mais: torcer para o Marcílio perder para o JEC e ainda tirar a diferença no saldo.

Traduzindo? Missão quase impossível.

Mas… é futebol.

E no futebol a gente já viu cada coisa que desafia lógica, matemática e bom senso.

Agora, sejamos francos: o mais difícil não é a combinação de resultados. O mais difícil é o próprio Figueirense conseguir vencer duas partidas seguidas com a postura que vem apresentando. Vai precisar mudar atitude, intensidade, entrega. Vai precisar virar a chave — e rápido.

O Carlos Renaux, que estava praticamente rebaixado, mostrou algo que faz toda diferença nessa reta final: vontade. E quando um time entra mordendo, brigando por cada palmo, a camisa pesa diferente.

O quadrangular da morte virou um barril de pólvora.
E a última rodada promete ser de rádio ligado, calculadora na mão e coração acelerado.

Que vença quem tiver mais coragem.

Seguimos acompanhando, opinando e vivendo esse futebol que nos tira do sério… mas que a gente ama demais.