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Por Decio Baixo Alves
O ex-prefeito Ramon Wollinger e a ex-vereadora Salete Cardoso voltaram aos bastidores da política de Biguaçu com o mesmo roteiro de sempre: articulações internas e tentativas de controle partidário. Ambos, hoje filiados ao Partido Liberal (PL), estariam se movimentando para tentar assumir o comando municipal da sigla, atualmente liderada pela vereadora Bia Borba, que tem se destacado como uma nova e autêntica voz da direita local.
A movimentação, porém, causa estranheza no meio político, principalmente diante do histórico recente de fracassos eleitorais de Ramon e Salete. Ramon deixou a Prefeitura de Biguaçu com índices de aprovação entre os mais baixos da Grande Florianópolis, tanto é verdade que foi o único prefeito da região que não conseguiu eleger o seu candidato a prefeito que na época era o vereador Vilson Alves. De crescimento, no decorrer da vida política de Ramon, só se viu foi a sua expansão econômica a olhos vistos. O homem enriqueceu mesmo. Mas em termos administrativos Ramon foi um prefeito desastroso e estagnado que não conseguiu tocar as obras deixadas pelo seu antecessor Castelo Deschamps. Resultado? Os eleitores deram o troco.
Já Salete Cardoso foi apontada como uma das principais responsáveis pela derrota do então candidato Tuta nas últimas eleições municipais, quando Salmir Silva venceu com mais de 70% dos votos válidos. O próprio Tuta, segundo aliados, teria reconhecido que a escolha de Salete como vice foi um dos fatores decisivos para o resultado negativo. A mulher era um efeito clareira. Quando os simpatizantes de Tuta ficavam sabendo que a Salete era sua vice acabaram por optar por votar em Salmir.
Diante desse histórico de insucessos, a tentativa de retomada do PL por parte de Ramon e Salete é vista por muitos como um movimento de conveniência, e não de convicção ideológica. A dupla parece emergir-se das trevas como se o biguaçuense tivesse memória curta. Quem não lembra da irmã do então prefeito Ramon tratando com desdém os vereadores da época quando era chefe de gabinete? Será que os políticos querem voltar aquela época?
E a Salete, que foi exonerada da prefeitura em seu cargo efetivo por ter faltado inúmeras vezes sem justificativa e usando o cargo para fazer política? Será que essa dupla pensa mesmo que o povo esqueceu disso tudo?
Analistas políticos afirmam que o objetivo de Ramon seria garantir um partido para viabilizar uma futura candidatura a prefeito em 2028. No entanto, ele enfrenta sérias dificuldades para atrair aliados, já que grande parte do eleitorado e das lideranças políticas locais não confiam mais em suas articulações. A quem diga que objetivo de Ramon é voltar a ser candidato para pegar apoios dos empre$$$$arios sem se preocupar com êxito ou não na disputa. Já Salete quer estar na mídia para não perder carguinho indicado na administração estadual.
A dupla não tem mais moral para conseguir apoio. Eu pergunto: os zumbis Ramon e Salete conseguiriam o apoio do Jefinho por exemplo, organizador de partidos que só cresceram na cidade? Teriam o apoio do MDB? E do PP que praticamente acabou na cidade? O empresário Castelo os apoiaria? O PSD cairia no conto da carochinha de ambos?
Quem é líder político na cidade cederiam na conversa fiada dos dois novamente? Chega a ser cômico ver Ramon e Salete ressurgindo dos túmulos para almejarem algo na política de Biguaçu. E o pior é que não respeitam nem o partido liberal pois querem toma-lo no tapetão.
Já a vereadora Bia Borba, por outro lado, tem trabalhado para fortalecer o PL com pautas coerentes com a direita conservadora, promovendo renovação e abrindo espaço para novas lideranças locais.
Bia Borba mantém a direção do PL, defendendo o crescimento orgânico do partido e resistindo às tentativas de interferência de figuras que simbolizam o desgaste político de um passado que a cidade parece querer deixar para trás.
Biguaçu não quer retroceder. Só foi Ramon e Salete expor a intenção que algumas charges já começaram a pipocar nas redes sociais.
Nossa cidade merece mais respeito.