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Centro de Biguaçu vive o caos no trânsito e falta de vagas de estacionamento

Sem rotatividade, funcionários ocupam vagas o dia inteiro e comércio sofre com abandono da gestão no setor

Colunista

Biguaçu

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Jornais em Foco

Foto: O centro de Biguaçu enfrenta diariamente o colapso no trânsito e a falta de rotatividade no estacionamento, sem ação concreta do poder público. (Foto Divulgação)

O trânsito no coração de Biguaçu está se tornando um verdadeiro pesadelo para quem precisa circular pelo centro da cidade. O problema não se resume apenas ao fluxo intenso de veículos, mas principalmente à falta de vagas de estacionamento — um gargalo que se arrasta há anos sem solução.

Uma das causas é a ausência de um sistema de cobrança de estacionamento, semelhante ao modelo da antiga Zona Azul em Florianópolis. Biguaçu chegou a implantar algo parecido, mas a gestão foi entregue a uma entidade sem experiência para administrar o serviço. Resultado: fracasso absoluto e abandono do projeto.

Hoje, o que se vê é a seguinte realidade: funcionários de lojas, repartições públicas e até mesmo bancos chegam cedo, entre sete e oito da manhã, estacionam seus veículos nas ruas do centro e só os retiram ao fim do expediente, por volta das seis da tarde. A consequência é devastadora para a cidade. Não há rotatividade de vagas, clientes não conseguem estacionar para consumir no comércio, bares e padarias perdem movimento, e até os estacionamentos pagos não dão conta da demanda.

A situação levanta outro questionamento: a legislação que obriga bancos e estabelecimentos comerciais a oferecerem estacionamento aos seus clientes está sendo cumprida em Biguaçu? Pelo que se vê no dia a dia, a resposta é, no mínimo, duvidosa.

Enquanto isso, o caos segue sem controle. É urgente que a administração municipal repense o modelo de estacionamento e, se necessário, retome uma espécie de “Zona Azul de Biguaçu”, mas de forma responsável, com gestão eficiente e transparente. Do contrário, continuará a reinar a “mamata” de quem ocupa a vaga pela manhã e só sai ao final do expediente, estrangulando o trânsito e sufocando a economia local.