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O município de Biguaçu foi palco, entre os dias 26 e 28 de setembro, do 3º Simpósio Catarinense de Capoeira, considerado um dos maiores eventos do estado dedicados à valorização e difusão dessa expressão cultural afro-brasileira. Com o tema “Celebrando a Ancestralidade”, o encontro reuniu mestres, professores, praticantes e admiradores em uma intensa programação de rodas, debates, oficinas e apresentações.
As atividades aconteceram no Campus da Univali, no Auditório da Prefeitura e no Ginásio Municipal Deltaville, proporcionando momentos de aprendizado, troca de saberes e celebração da cultura. Entre os destaques, estiveram rodas de conversa sobre sistemas de graduação e expansão da capoeira no Brasil, além de vivências práticas conduzidas por mestres convidados.
Um dos pontos altos ocorreu no sábado (27), durante a cerimônia de reconhecimento de mestria e formaturas no Auditório da Prefeitura. O Mestre Corcel foi reconhecido como o primeiro mestre negro em Biguaçu, em um marco histórico para a cidade. Também receberam reconhecimento os novos contramestres Lucas Manequinha e Algodão-Doce, além dos professores Doutor, He-Man, Isqueiro e Bigode, que seguem expandindo e fortalecendo a prática da capoeira em suas comunidades.
O encerramento do simpósio, no domingo (28), foi marcado pelas vivências conduzidas pelos mestres Nenel e Preguiça, além da tradicional graduação anual do Projeto Capoeira na Escola, coroando a formação de novos capoeiristas.
Considerado um verdadeiro sucesso por participantes e organizadores, o evento reafirmou a capoeira como expressão de resistência, educação, identidade e transformação social em Biguaçu e em toda Santa Catarina.