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A médica veterinária Bruna, especialista em pets não convencionais da clínica Famillevet, em Biguaçu, respondeu às principais dúvidas que tutores e curiosos costumam ter sobre cobras criadas como animais de estimação. Entre os questionamentos mais comuns estão a sensação ao toque, alimentação, local onde o animal permanece e o processo de troca de pele.
Segundo a profissional, ao tocar na cobra, muitas pessoas se surpreendem. “Ele é bem macio, tem a pele lisa por causa das escamas, porém é gelado, porque é um animal que não produz calor próprio. Como depende do calor do ambiente, acaba sendo mais frio ao toque”, explicou.
Outro ponto importante destacado pela veterinária é que o animal não deve ficar solto pela casa. Ela reforça que o manejo adequado exige um ambiente controlado. “Ele fica em um terrário, onde conseguimos fornecer tudo o que precisa, como toca, substrato e lâmpada de aquecimento. Assim, permanece em um espaço seguro e adequado”, afirmou.
Sobre a alimentação, Bruna esclarece que geralmente as cobras se alimentam de roedores. “São presas já abatidas, adquiridas em biotérios. A alimentação ocorre, em média, a cada 20 ou 30 dias, dependendo do comportamento do animal, da temperatura e da época do ano”, destacou.
A troca de pele também gera muitas dúvidas. De acordo com a especialista, esse processo acontece durante toda a vida do animal. “Ele troca de pele conforme cresce e continuará crescendo sempre. A troca precisa ser completa, desde a cabeça, incluindo os olhos, até a ponta da cauda”, explicou.
A orientação da profissional reforça a importância de acompanhamento veterinário especializado e de cuidados específicos para garantir o bem-estar dos pets não convencionais.