Mostrar mais resultados...

O que o Figueirense está fazendo no Campeonato Catarinense de 2026 é uma vergonha histórica. Não tem outro nome. Três derrotas seguidas, quinto lugar em um grupo de apenas seis clubes e chegando à última rodada dependendo de outros resultados para não cair no quadrangular da morte. Isso não é campanha ruim. Isso é vexame.
É inacreditável um clube do tamanho do Figueirense se submeter a esse papel. Um time com camisa, história e torcida gigante terminar a penúltima rodada olhando para baixo, com medo de rebaixamento estadual. É humilhante.
Tudo começou em Brusque, quando Waguinho Dias resolveu inventar, bancar o “professor Pardal” e poupar jogadores como se o Figueirense tivesse gordura para queimar. Perdeu. No clássico, dentro do Orlando Scarpelli, foi inofensivo, apático, covarde. Mais de 100 minutos sem assustar o Avaí uma única vez. Nenhuma. Zero. Depois vieram as desculpas, porque quando falta futebol, sobra justificativa.
Na sequência, perde para o Concórdia. Sim, para o Concórdia. Um clube infinitamente menor, com menos estrutura, menos história e menos investimento. Isso diz muito mais sobre o Figueirense do que sobre o adversário.
A demissão do treinador? Tardia e previsível. Três derrotas depois, joga-se o técnico aos leões para tentar salvar o que já está errado há anos. Nenhuma convicção, nenhum planejamento. Apenas improviso e desespero.
Agora o cenário é grotesco. Marcílio Dias, Joinville e Carlos Renaux já estão no quadrangular da morte. O Figueirense pode ser o próximo. E vale lembrar: de quatro clubes, três caem. É isso que virou o Figueirense — um candidato real ao rebaixamento estadual.
Não é azar. Não é chuva. Não é gramado. É gestão fraca, decisões erradas e um clube que perdeu o respeito até por si mesmo. E quem paga essa conta, como sempre, é o torcedor, que ano após ano engole vergonha, humilhação e frustração.
E falo tudo isso independentemente de uma possível classificação no final de semana. Torcedor é passional, mas chega. Chega de sofrer, de passar vergonha. Está na hora de uma mudança radical, de alguém com projeto real de reconstrução e desenvolvimento do clube.
A situação do Figueirense é dramática. Primeiro, precisa vencer o Camboriú — e mesmo jogando em casa, isso gera dúvidas. Vencendo, ainda depende de uma vitória do Joinville contra a Chapecoense, lá no Oeste. É possível? Futebol permite tudo, mas sejamos honestos: é muito difícil.
Ou então precisa de uma vitória do Concórdia sobre o Barra, dentro da Arena Barra. Um Concórdia que já atingiu seu objetivo na competição e provavelmente nem jogará com força máxima. Por fim, resta torcer para o Avaí vencer o Santa Catarina, um jogo duríssimo, já que o time de Rio do Sul está invicto e o Avaí vem de grande desgaste físico.
Ou seja, é rezar. E rezar muito para o Alvinegro do Estreito não cair no quadrangular da morte e se juntar a Joinville, Marcílio Dias e mais um.
O Figueirense hoje não dá raiva. Dá tristeza.
Porque o fundo do poço não parece mais ter fim.