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E terminou a quinta rodada da primeira fase do Campeonato Catarinense, uma rodada marcada por muitas definições. Foram diversas decepções, angústia para alguns torcedores e muita festa para outros. Uma rodada de confirmação, recuperação e afirmação. Vamos aos jogos:
Joinville 0 x 1 Carlos Renaux
Jogo do desespero. As duas equipes sabiam que quem perdesse estaria praticamente encaminhado para o quadrangular da morte. E a vergonha, o vexame, veio do lado do Joinville. Jogando em casa, diante do seu torcedor, o JEC foi derrotado pelo Carlos Renaux por 1 a 0. Com o fechamento da rodada, ficou carimbado: o Joinville vai a Chapecó apenas para cumprir tabela, pois já está no quadrangular da morte do Catarinense.
Já o Carlos Renaux, que joga em casa contra o Marcílio Dias na última rodada, torcerá por um tropeço de Barra ou Figueirense. Vencendo seu jogo, escapa do quadrangular da morte e garante classificação para a segunda fase da competição.
Brusque 1 x 1 Santa Catarina
Um empate que mantém ambas as equipes invictas na competição. O Brusque chega a 11 pontos, permanece líder do grupo e joga a última partida contra o Criciúma, no Sul do Estado, lutando para se manter na primeira colocação.
Do outro lado, o Santa Catarina repete a boa campanha de 2025, faz mais uma grande atuação, termina a rodada classificado e na segunda colocação do Grupo B. Na última rodada, recebe o Avaí em busca de um bom resultado para se manter entre os primeiros e garantir vantagem na segunda fase. Nesta partida, o presidente do Santa Catarina elevou o tom contra a arbitragem catarinense devido a um gol anulado de sua equipe. Mais uma vez, um jogo com VAR e um lance extremamente polêmico.
Avaí 1 x 1 Chapecoense
Um empate na Ressacada que confirma a boa campanha de Avaí e Chapecoense na competição. O Avaí vinha de uma partida muito desgastante, disputada em gramado extremamente encharcado contra o Figueirense, e acabou caindo um pouco de produção, com jogadores visivelmente exaustos fisicamente.
Já a Chapecoense se reabilitou no campeonato e, com os últimos bons resultados, termina a rodada na terceira colocação do Grupo B. O Avaí fecha a rodada como segundo colocado do Grupo A.
Marcílio Dias 0 x 1 Barra
O Marinheiro de Itajaí segue como uma das grandes decepções do campeonato. Com a derrota em casa e mesmo faltando uma rodada, o clube não consegue mais alcançar o Concórdia e, assim, irá disputar o quadrangular da morte.
O Barra, que precisava vencer para seguir vivo na competição, fez o dever de casa e agora vai para a última rodada brigando com Figueirense e Carlos Renaux por uma vaga na segunda fase. O clube de Balneário Camboriú recebe, em seus domínios, o Concórdia, que já confirmou classificação.
Camboriú 1 x 2 Criciúma
Jogando em Florianópolis, o Camboriú sofreu sua primeira derrota na competição e caiu para a terceira colocação, mas já está garantido na segunda fase.
O Criciúma, por sua vez, se firmou no campeonato, venceu mais uma e assumiu a liderança do Grupo B. Agora, recebe o Brusque na última rodada em seus domínios para confirmar a primeira colocação e buscar a melhor campanha possível visando as vantagens no mata-mata.
Concórdia 1 x 0 Figueirense
Aqui fica o meu parabéns ao Galo do Oeste pela vitória e, principalmente, pela classificação à segunda fase, se firmando após um início bastante regular. Quanto ao vexame do Figueirense, farei uma coluna específica para tratar do momento do clube do Estreito.
A quinta rodada escancarou uma verdade incômoda: tradição não joga mais futebol em Santa Catarina. Figueirense, Joinville e o tradicional Marcílio Dias são exemplos claros de como viver de passado virou atalho para o vexame. O Campeonato Catarinense é curto, cruel e não dá segunda chance a quem entra mal planejado. Quem erra, paga — e paga caro.
O Joinville, clube que já disputou Série A do Brasileiro, hoje chega à última rodada apenas para cumprir tabela, carimbado no quadrangular da morte. Isso não é acidente, é consequência direta de anos de escolhas erradas, falta de projeto e decisões tomadas longe da realidade do futebol atual.
O Marcílio Dias, um clube de tradição e camisa respeitada, decepciona profundamente. Mesmo com jogos decisivos em casa, não conseguiu se impor quando mais precisava. Tradição sem competitividade vira discurso vazio, e o resultado é a dura realidade do quadrangular da morte.
E o Figueirense… o Figueirense merece um capítulo à parte. Um clube grande, de história pesada, mas que hoje coleciona atuações pobres, erros repetidos e uma desconexão total entre discurso e prática. O momento ultrapassa a fase ruim e entra no campo do vexame. Por isso, farei uma coluna específica para tratar, sem rodeios, do que está acontecendo com o clube do Estreito — porque o torcedor merece respostas, e o futebol catarinense merece respeito.
O Catarinense não mente. A tabela não engana. Aqui passa quem compete. Quem vive de nome fica para trás e depois não adianta procurar culpados fora de casa.