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FALANDO DE FUTEBOL
Vem aí a terceira rodada do Campeonato Catarinense 2026. E ela não é só mais uma. Com esta rodada, o estadual atinge exatamente 50% da primeira fase. Traduzindo para o bom e velho idioma da arquibancada: daqui pra frente, não existe mais jogo neutro. Cada ponto passa a valer dobrado, cada erro começa a custar caro, e quem cochilar corre sério risco de ficar pelo caminho seja fora do mata-mata ou atolado no temido quadrangular da morte.
Vamos aos jogos e à minha análise, sem maquiagem.
Avaí x Carlos Renaux
Quarta-feira, 14/01 – 21h30 – Ressacada
O Avaí chega pressionado. Está em quinto lugar no grupo, com uma vitória e uma derrota, e sabe que tropeçar em casa pode virar crise cedo demais. Enfrenta o lanterna do Grupo B, o Carlos Renaux, que joga praticamente a vida no estadual. Uma terceira derrota seguida empurra o clube para o abismo e deixa o fantasma do rebaixamento bem visível.
Para o Avaí, é jogo de obrigação. Vencer não é opção, é dever.
Camboriú x Barra
Quarta-feira, 14/01 – 18h30 – Orlando Scarpelli
Jogo curioso e interessante. O Camboriú lidera o Grupo A, está invicto e tenta provar que não é apenas surpresa, mas realidade. Do outro lado, o Barra vem empolgado após vitória sobre o Joinville e ocupa a vice-liderança do Grupo B.
Confronto direto de quem quer se manter na parte de cima da tabela e mostrar que pode brigar de verdade por algo maior no campeonato.
Brusque x Figueirense
Quarta-feira, 14/01 – 21h30 – Arena Simão
Talvez o jogo mais pesado da rodada. Duas equipes de Série C, duas equipes invictas no Catarinense. O Brusque vem de empate fora contra a Chapecoense e vitória no clássico regional. Time organizado, competitivo e difícil de ser batido.
O Figueirense chega com 100% de aproveitamento, mas sabe que este será o teste mais duro até aqui. Jogo de tensão, muito contato físico, estádio quente. É partida para medir até onde vai o Furacão do Estreito neste estadual.
Concórdia x Chapecoense
Quarta-feira, 14/01 – 18h30 – Concórdia
(Clássico da Linguiça)
Aqui o peso é enorme, especialmente para a Chapecoense. Um empate e uma derrota colocam o Verdão do Oeste em alerta máximo. Mais um tropeço pode empurrar o clube para uma situação incômoda, ainda mais com a Série A nacional no horizonte.
O Concórdia, invicto com 4 pontos, joga leve, confiante e pode dar um passo gigantesco rumo à classificação. Jogo de afirmação para um e de sobrevivência para outro.
Joinville x Criciúma
Quinta-feira, 15/01 – 20h – Arena Joinville
Jogo grande, de camisa pesada. Para o Joinville, talvez seja a última carroça passando. Sem vencer, trocando de treinador — Cristian de Souza assume após a saída de Leandro Sena —, o JEC joga pressionado pela tabela e pela própria torcida.
O Criciúma, embalado pela vitória sobre o Avaí, vai ao Norte em busca da segunda vitória seguida e quer se firmar de vez como um dos favoritos ao título. Jogo perigoso, daqueles que mudam rumos.
Marcílio Dias x Santa Catarina
Quinta-feira, 15/01 – 20h30 – Gigantão das Avenidas
O Marinheiro busca recuperação e a segunda vitória para não perder contato com o pelotão de cima. Já o Santa Catarina ainda não venceu: são dois empates e a necessidade clara de transformar organização em resultado.
É confronto direto, daqueles que não aparecem muito na manchete, mas pesam demais lá na frente.
O clássico já no horizonte
A próxima rodada reserva o grande clássico de Santa Catarina: Figueirense x Avaí. E isso, inevitavelmente, já influencia esta terceira rodada.
Para o Avaí, que enfrenta o lanterna Carlos Renaux em casa, o resultado pode permitir ajustes, possíveis substituições e até evitar suspensões pensando no clássico. Já o Figueirense terá tarefa bem mais complicada contra o Brusque, mas o experiente técnico Waguinho Dias certamente vai avaliar se algum atleta deve ser poupado ou preservado de olho no duelo maior.
Fechamento
Esta não é uma rodada qualquer. É o ponto de virada do campeonato. Quem vence agora respira, ganha confiança e se projeta. Quem perde começa a fazer conta, olhar para trás e sentir o peso da camisa.
Torcedor, vá ao estádio, apoie, empurre. Estadual curto não perdoa distração. O Campeonato Catarinense é traiçoeiro, cruel com quem vacila e generoso com quem compete até o fim.
A bola vai rolar. E a partir de agora, não existe mais jogo pequeno.